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Senador Alessandro Vieira busca assinaturas finais para abrir CPI contra Moraes, Toffoli e Vorcaro

Senador Alessandro Vieira busca assinaturas finais para abrir CPI contra Moraes, Toffoli e Vorcaro

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) intensifica nesta segunda-feira (9) a coleta de assinaturas para protocolar o requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) específica para investigar a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O foco central da apuração é a suposta relação de proximidade e transações atípicas envolvendo os magistrados e o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

​Até o último balanço divulgado pelo parlamentar no domingo (8), o requerimento contava com 17 das 27 assinaturas necessárias para a instalação do colegiado. Vieira projeta alcançar o apoio restante ainda hoje, aproveitando a movimentação no Congresso após as recentes revelações que abalaram as instituições.

O foco das investigações

A proposta de CPI surge no rastro de denúncias sobre o chamado “Caso Master”. Entre os pontos que o senador pretende esclarecer estão:

  • Transações imobiliárias: Indícios de que irmãos do ministro Dias Toffoli teriam vendido participações em um resort no Paraná para fundos ligados ao Banco Master, enquanto o ministro era relator de processos de interesse da instituição.
  • Mensagens e contatos: Supostas trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de contratos milionários de advocacia envolvendo familiares dos magistrados com o banco.
  • Prisões recentes: A ofensiva ganhou fôlego após a prisão preventiva de Daniel Vorcaro e de seus aliados, autorizada pelo ministro André Mendonça na última semana, sob acusação de corrupção de agentes públicos e atuação em organização criminosa de “altíssima periculosidade”.

Próximos passos e embates

O senador Alessandro Vieira defende que a investigação ocorra “sem condenações prévias”, mas ressalta que o Brasil enfrenta um dos escândalos institucionais mais graves de sua história. “É preciso garantir que todos estejam sujeitos à mesma lei”, afirmou o relator da atual CPI do Crime Organizado, que agora busca este novo desdobramento exclusivo para o Judiciário.

​A instalação da CPI, contudo, enfrenta barreiras políticas e jurídicas. Ministros do STF, como Gilmar Mendes, já proferiram decisões limitando quebras de sigilo e depoimentos de familiares de magistrados no âmbito da CPI do Crime Organizado, o que deve gerar novos conflitos de competência entre os Poderes caso o novo requerimento de Vieira prospere nesta semana.

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