Carregando agora

PGR pede ao STF condenação de deputados do PL por desvio de emendas no Maranhão

PGR pede ao STF condenação de deputados do PL por desvio de emendas no Maranhão

Na terça-feira (10), a Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de condenação dos deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e do suplente Bosco Costa (PL-SE). O grupo é acusado de liderar um esquema de corrupção passiva e organização criminosa envolvendo o desvio de emendas parlamentares destinadas à saúde pública.

​O caso, que tramita na Primeira Turma do STF sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin, é considerado um marco jurídico por ser a primeira ação penal de desvio de emendas analisada pela Corte. De acordo com a denúncia, os parlamentares teriam exigido uma “propina” de 25% (cerca de R$ 1,6 milhão) sobre um montante de R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.

​Detalhes da acusação e impacto social

​O subprocurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, enfatizou a gravidade da conduta, destacando que o desvio ocorreu em um estado que possui um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.

​A estrutura criminosa foi dividida pela PGR em dois núcleos:

  • Núcleo Central: Liderado por Josimar Maranhãozinho, que coordenaria a destinação das verbas e a cobrança dos valores ilícitos.
  • Grupo de Execução: Responsável por operacionalizar os pagamentos e mascarar a origem do dinheiro.

​Além da prisão, a PGR solicita a perda dos mandatos parlamentares e o pagamento de uma indenização por danos morais coletivos.

​O que dizem as defesas

​Durante a sessão de sustentações orais, os advogados dos réus negaram as irregularidades e pediram a anulação das provas:

  • Defesa de Josimar Maranhãozinho: Alega que os recursos em questão não eram fruto de emendas parlamentares, mas sim de propostas diretas da prefeitura ao Ministério da Saúde.
  • Defesa de Pastor Gil: Sustenta que as provas digitais (celulares) foram “manipuladas” e que a investigação deveria ter começado no STF devido ao foro por prerrogativa de função.
  • Defesa de Bosco Costa: Afirma que as emendas citadas foram incluídas no orçamento em períodos que não coincidem com a atuação do parlamentar no esquema.

​Próximos passos no Judiciário

​O julgamento foi suspenso após as falas da acusação e defesa. A expectativa é que o ministro Cristiano Zanin apresente seu voto na próxima terça-feira (17). Além de Zanin, compõem a turma os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, Flávio Dino.

​Este julgamento é visto por analistas políticos como um “termômetro” da relação entre o STF e o Congresso Nacional, sinalizando o rigor que a Corte pretende adotar contra o uso indevido de verbas orçamentárias.

Você Pode Ter Perdido

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.