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Caminhoneiros e Ratinho Junior travam embate por preço do diesel no Paraná

Caminhoneiros e Ratinho Junior travam embate por preço do diesel no Paraná

​A escalada nos preços dos combustíveis no Paraná abriu uma nova frente de crise política para o governador Ratinho Junior (PSD). Wallace Landim, conhecido como “Chorão” e uma das principais lideranças da histórica greve de 2018, subiu o tom contra a gestão estadual nesta semana. O ponto central do desafio é a cobrança por uma redução imediata na alíquota do ICMS sobre o diesel, acompanhando medidas recentes do governo federal.

​O setor de transporte rodoviário de cargas no estado vive dias de tensão. Com o preço do diesel se aproximando da marca de R$ 8,00 por litro em diversas regiões paranaenses — e com previsões de chegar a R$ 8,50 em postos de Curitiba —, a categoria alega que a operação tornou-se financeiramente insustentável. Chorão, representando uma ala expressiva dos transportadores autônomos, questiona por que o governo estadual não seguiu o exemplo da União, que zerou os impostos federais (PIS/Cofins), mantendo a carga tributária estadual em patamares elevados.

​A pressão sobre Ratinho Junior ocorre em um momento político sensível. Enquanto o governador é citado em pesquisas como um nome forte para a disputa presidencial, ele agora enfrenta o desgaste interno com uma categoria que foi base de apoio em eleições anteriores. O argumento das lideranças é direto: se o imposto federal foi cortado para aliviar o consumidor, o silêncio do Palácio Iguaçu sobre o ICMS é lido como um entrave à recuperação econômica dos motoristas.

​Embora entidades nacionais como o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) tentem conter os rumores de uma greve geral imediata, o clima é de alerta. Movimentos localizados já foram convocados em outros estados, como na Bahia, e lideranças paranaenses não descartam paralisações regionais se não houver um sinal claro do governo estadual.

​Para os caminhoneiros, o custo do combustível já sufoca o frete e impacta diretamente no preço final dos alimentos, criando um efeito dominó que atinge toda a população. O desafio lançado por Chorão a Ratinho Junior coloca o governo do Paraná contra a parede: de um lado, a necessidade de arrecadação fiscal; do outro, o risco de uma nova paralisia nas estradas que pode comprometer o escoamento da safra e a popularidade do governador em um ano decisivo.

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