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Polícia Militar e Renato Freitas protagonizam novo atrito em Curitiba

Polícia Militar e Renato Freitas protagonizam novo atrito em Curitiba

O deputado estadual Renato Freitas (PT) utilizou suas redes sociais para denunciar o que classificou como uma tentativa de intimidação por parte da Polícia Militar do Paraná (PMPR). O episódio ocorreu no calçadão da Rua XV de Novembro, no centro de Curitiba, em frente à nova sede do Núcleo Periférico, organização voltada ao suporte de populações vulneráveis.

​Segundo o parlamentar, a abordagem teria sido motivada por um motivo inusitado: o grupo de pessoas que o acompanhava estaria, supostamente, “encarando a viatura”.

​O relato do parlamentar

​Em vídeo publicado no Instagram, Freitas detalhou a interação com os agentes. De acordo com o deputado, a viatura parou e um policial proferiu ameaças de dentro do veículo.

​”Vê só se tem sentido, a gente conversando de boa, até que somos abordados por um policial nos ameaçando porque, segundo ele, estávamos ‘encarando a viatura'”, relatou Freitas.

​O parlamentar enfatizou o recorte racial e social da abordagem, sugerindo que o tratamento seria diferente caso o grupo fosse composto por pessoas brancas de classe média. Freitas reiterou que o olhar dos cidadãos para as viaturas foi interpretado como um ato de desafio devido ao preconceito institucional.

​Histórico de conflitos

​Este não é o primeiro embate entre Renato Freitas e as forças de segurança do estado. O deputado, que tem sua base política pautada no combate ao racismo e na reforma do sistema prisional e policial, já protagonizou outros episódios de tensão:

  • Abordagens anteriores: Freitas já denunciou revistas em aeroportos e abordagens em espaços públicos que considerou abusivas.
  • Críticas à PMPR: O parlamentar é um crítico recorrente da “lógica militar” no policiamento ostensivo, defendendo uma abordagem mais voltada aos direitos humanos.

​Posicionamentos e desdobramentos

​Até o momento, a Polícia Militar do Paraná mantém a postura de que as abordagens são realizadas dentro da legalidade e baseadas na “atitude suspeita”, conceito frequentemente contestado por movimentos sociais por sua subjetividade.

​O deputado afirmou que relembrou os agentes de que a corporação deve serviço à população. “Relembrei ele de duas coisas: primeiro que ele não é Deus, segundo que somos cidadãos”, concluiu. O caso deve ser acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).

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