Falso entregador utiliza foto de vítima para invadir conta bancária no Paraná
Uma nova modalidade de crime, apelidada de “golpe da selfie”, fez uma vítima recentemente na cidade de Irati, no interior do Paraná. No caso registrado nesta semana, um criminoso se passou por entregador de encomendas para obter uma fotografia do rosto de uma mulher, utilizando a imagem posteriormente para burlar sistemas de reconhecimento facial e acessar o aplicativo bancário da vítima.
Segundo informações da Polícia Civil e da Polícia Militar do Paraná, o golpista chegou à residência da vítima alegando que precisava realizar a entrega de um produto. Sob o pretexto de que o sistema de segurança da empresa exigia uma “comprovação de recebimento” via imagem, ele convenceu a mulher a posar para uma foto. Pouco tempo depois de o homem deixar o local, a vítima percebeu diversas transferências bancárias não autorizadas em sua conta e, em seguida, teve o acesso bloqueado após a alteração de sua senha pelo invasor.
Como funciona o golpe
Diferente de fraudes que buscam senhas numéricas, o “golpe da selfie” explora a biometria facial, uma das camadas de segurança mais utilizadas por bancos digitais atualmente. Os criminosos podem agir de duas formas principais:
- Captura direta: O golpista usa o próprio celular para tirar a foto da vítima e, por meio de softwares ou em posse do dispositivo da pessoa (caso tenha sido furtado anteriormente), utiliza a imagem para validar transações.
- Uso de aplicativos falsos: Em alguns casos, o criminoso pede que a vítima aponte o rosto para o celular dele, que na verdade está rodando o processo de validação de um banco ou a contratação de um empréstimo em tempo real.
Alerta das autoridades e da Febraban
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) tem emitido alertas constantes sobre o aumento dessa prática em 2025 e início de 2026. Além de falsos entregadores, golpistas têm se passado por agentes de saúde, funcionários do INSS e até oficiais de justiça para obter a biometria facial, especialmente de idosos.
Orientações para evitar o golpe:
- Desconfie de fotos: Empresas de entrega legítimas e aplicativos de e-commerce raramente exigem fotos do rosto do cliente. A confirmação padrão costuma ser via assinatura digital, CPF ou código enviado por SMS/aplicativo.
- Não use o celular de terceiros: Jamais realize reconhecimento facial em dispositivos que não sejam o seu próprio smartphone.
- Verifique o visor: Se houver cobrança de taxas de entrega, confira o valor na maquininha. Muitas vezes, o golpe da foto é acompanhado pelo “golpe da maquininha” com visor adulterado.
- Canais oficiais: Se receber contato sobre supostos brindes ou benefícios que exijam “validação facial”, ignore e procure os canais oficiais da empresa mencionada.
O caso de Irati segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para identificar o suspeito e o destino dos valores transferidos. Até o momento, ninguém foi preso.

































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