Sesp-PR detalha cela de ex-assessor de Bolsonaro em Ponta Grossa
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) divulgou nesta semana detalhes e imagens da estrutura onde o ex-assessor especial da Presidência, Filipe Martins, cumpre sua pena. A medida atende a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que solicitou uma vistoria rigorosa após movimentações administrativas controversas sobre a custódia do preso.
Isolamento e estrutura da cela
De acordo com o relatório oficial e as imagens disponibilizadas, Martins ocupa uma cela de 6 m² na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa. O espaço, descrito como uma estrutura recém-construída, oferece condições de isolamento dos demais detentos do sistema comum.
Os principais itens que compõem a cela incluem:
- Mobiliário: Cama em formato de beliche, mesa e cadeira para leitura ou escrita.
- Comodidades: Televisão de 20 polegadas e ventilador — ambos itens fornecidos pela família do detento, conforme permite o regulamento interno.
- Higiene: Banheiro privativo com chuveiro individual.
- Rotina: O banho de sol é realizado em uma área anexa à cela, garantindo que o ex-assessor não tenha contato com a massa carcerária.
O braço de ferro judicial
A permanência de Martins em Ponta Grossa foi reafirmada por Moraes após o ex-assessor ter sido transferido para o Complexo Médico Penal (CMP) de Curitiba sem o aval do STF. O ministro classificou a movimentação como irregular e determinou o retorno imediato à unidade de origem.
A defesa de Filipe Martins — que foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa — tentou reverter a decisão, argumentando que a transferência era um ato administrativo técnico da gestão penitenciária estadual. No entanto, o recurso foi negado na última sexta-feira (6).
Contexto das condenações
Filipe Martins é apontado pela Polícia Federal como um dos articuladores da chamada “minuta do golpe”. Além dele, outros nomes próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o coronel Marcelo Câmara, também seguem sob custódia preventiva ou definitiva por descumprirem medidas cautelares ou por envolvimento direto nos atos que visavam impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023.

































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