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Haitianos deixam Viracopos com vistos humanitários após 55 horas de retenção

Haitianos deixam Viracopos com vistos humanitários após 55 horas de retenção

​O impasse envolvendo um grupo de 118 imigrantes haitianos no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, chegou ao fim neste sábado (14). Após passarem mais de dois dias em uma área restrita do terminal, os passageiros foram liberados para ingressar em território brasileiro sob o regime de acolhimento humanitário. A liberação ocorreu após um mutirão coordenado pela Polícia Federal (PF), com apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e da agência da ONU para refugiados (ACNUR).

​O grupo havia desembarcado na manhã de quinta-feira (12) em um voo fretado pela companhia hondurenha Aviatsa, vindo de Porto Príncipe. Durante o controle migratório, a Polícia Federal identificou que 113 passageiros portavam vistos de reunião familiar com indícios de falsificação. Diante da irregularidade, a entrada foi inicialmente negada e houve uma tentativa de reembarque imediato, mas problemas operacionais da aeronave impediram a decolagem, mantendo os imigrantes confinados no avião por cerca de 10 horas.

​Após a intervenção de órgãos de direitos humanos e uma liminar da Justiça Federal, que estabeleceu um prazo de 48 horas para a análise dos pedidos de refúgio, os haitianos foram transferidos para uma sala do aeroporto, onde receberam alimentação e assistência médica. Durante o mutirão de sábado, cada caso foi analisado individualmente, resultando na emissão de protocolos de refúgio e vistos humanitários, permitindo que seguissem viagem para encontrar familiares e amigos em cidades como Curitiba (PR).

Investigação de contrabando de migrantes

​Apesar da liberação humanitária, a Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar a companhia aérea Aviatsa e a agência organizadora do voo. Há suspeitas de crimes de falsificação de documentos e promoção de migração ilegal (contrabando de migrantes).

​Segundo o Itamaraty, os documentos apresentados não foram emitidos por órgãos oficiais brasileiros. Em nota, a Aviatsa contestou as acusações e a condução do caso pela PF, alegando que os passageiros possuíam passaportes válidos e que a retenção inicial foi arbitrária. A corporação, no entanto, reforçou que Viracopos recebe fluxos regulares de haitianos e que o caso em questão foi uma exceção em termos de irregularidade documental massiva.

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