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Morte de motociclista em Paranaguá levanta debate sobre responsabilidade da Prefeitura por buracos em vias públicas

Morte de motociclista em Paranaguá levanta debate sobre responsabilidade da Prefeitura por buracos em vias públicas

A noite de domingo (15) foi marcada por uma tragédia no bairro Ponta do Caju, em Paranaguá. Elizabete de Souza, de 55 anos, perdeu a vida após se desequilibrar em um buraco na via pública e ser atingida por um ônibus do transporte coletivo. O acidente ocorreu na Rua João Estevão, nas proximidades da Praça do Japão, um trecho conhecido pelo calçamento em paralelepípedos e desníveis acentuados.

​De acordo com informações colhidas no local, Elizabete pilotava uma motocicleta Honda Fan 150 quando passou por um buraco que teria causado o desequilíbrio. O irmão da vítima, que seguia logo atrás em outra moto, presenciou o acidente e ainda tentou ampará-la após a queda, mas não conseguiu evitar que ela fosse atingida pelo rodado traseiro do ônibus que passava no momento. Equipes do SIATE e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos gravíssimos e faleceu no local.

​Responsabilidade Civil e o Dever do Município

​O caso reacende uma discussão jurídica importante sobre a manutenção das vias urbanas. Especialistas em Direito Administrativo apontam que a conservação das ruas é um dever direto da Prefeitura. Segundo o artigo 37, § 6º da Constituição Federal, o Estado (neste caso, o Município) possui responsabilidade objetiva pelos danos que seus agentes — ou a falta de serviço — causarem a terceiros.

​No caso de acidentes causados por buracos ou má conservação da via, a família da vítima pode buscar reparação judicial. Para que a Prefeitura de Paranaguá seja responsabilizada, é necessário comprovar o nexo causal: ou seja, que o acidente foi diretamente provocado pela irregularidade no asfalto ou paralelepípedo.

Passos fundamentais para a responsabilização jurídica:

  • Perícia Técnica: O laudo da Polícia Científica, que já esteve no local, será crucial para determinar se o buraco foi o fator determinante da queda.
  • Provas Documentais: Fotos do local no momento do acidente, vídeos de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas (como o do irmão da vítima) são essenciais.
  • Boletim de Ocorrência: O registro oficial detalhando as condições da via serve como base para a ação de indenização por danos morais e materiais.

​Investigação em curso

​O motorista do ônibus passou pelo teste do bafômetro, que resultou negativo para o consumo de álcool, e prestou depoimento na Delegacia Cidadã. A Polícia Civil já instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias exatas da fatalidade. Enquanto a investigação avança, moradores da região cobram melhorias imediatas na pavimentação da Rua João Estevão, alertando que a falta de manutenção continua colocando em risco a vida de outros motociclistas e pedestres.

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