Governo e servidores travam braço de ferro na Alep por reajuste e reestruturação de carreiras
A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) tornou-se o epicentro de uma intensa mobilização nesta segunda-feira (16). Centenas de servidores públicos estaduais ocuparam as galerias da Casa para cobrar do governo Ratinho Júnior (PSD) o envio imediato de projetos de lei que garantam a recomposição salarial e a modernização de carreiras. Diante da pressão crescente, o líder do governo na Assembleia sinalizou que o Executivo está finalizando as propostas, buscando acalmar os ânimos de categorias que já acenam com paralisações.
O movimento é liderado por sindicatos como a APP-Sindicato e o Fórum das Entidades Sindicais (FES), que denunciam uma defasagem salarial acumulada que chega a 52% em algumas categorias, sem reposição integral desde 2016. A pauta central envolve a implementação da data-base e a equiparação salarial para professores, que hoje possuem o terceiro pior salário de ingresso no país, ficando atrás apenas de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Últimas novidades e o ultimato da greve
As negociações atingiram um ponto crítico. No dia 16 de março, professores e funcionários da rede estadual aprovaram um indicativo de greve para o próximo dia 23 de março, caso o governo não apresente um índice concreto de reajuste e avance na reestruturação das tabelas até o dia 20.
Entre os principais pontos de conflito e novidades das últimas 24 horas, destacam-se:
- Equiparação Salarial: A proposta em discussão prevê a equiparação da carreira do magistério com as demais categorias do Executivo que exigem nível superior, com um impacto estimado em R$ 3,2 bilhões para ativos.
- Situação dos Aposentados: O deputado Professor Lemos (PT) e lideranças sindicais reforçaram a cobrança pelo fim do desconto previdenciário para aposentados que ganham até o teto do INSS, além da garantia de paridade salarial, ponto que o governo prometeu analisar tecnicamente.
- Sinalização do Governo: O líder da bancada governista pediu “equilíbrio” e afirmou que o Estado busca margem fiscal para atender às demandas sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal, mencionando que projetos de modernização de carreiras (como o já aprovado para o Detran) servem de modelo para o que deve ser enviado para outras áreas.
A oposição, por meio de parlamentares como Arilson Chiorato (PT), reafirmou que está pronta para votar os projetos assim que chegarem à Casa, colocando a responsabilidade de um eventual colapso nos serviços públicos exclusivamente nas mãos do Palácio Iguaçu. O clima na Alep permanece de vigília permanente, com novos atos previstos para esta terça-feira (17) em frente à sede do governo estadual.

































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