A política paranaense vive semanas de intensa movimentação nos bastidores com a aproximação da “janela partidária” e do prazo final para filiações, em 3 de abril. O cenário para a sucessão do governador Ratinho Júnior (PSD) em 2026 começa a ganhar contornos reais, tendo como protagonistas o senador Sergio Moro (União), o deputado estadual Alexandre Curi (PSD) e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD).
Moro lidera as pesquisas e polariza o debate
Pesquisas recentes, como o levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado em março de 2026, mostram o senador Sergio Moro isolado na liderança em todos os cenários para o Governo do Estado. Moro atinge índices que variam entre 40% e 47% das intenções de voto. O ex-juiz da Lava Jato tem utilizado sua força eleitoral para se posicionar como o principal contraponto ao Governo Federal no Sul, o que consolida seu nome como um candidato pesado na disputa.
O dilema do PSD: Curi ou Greca?
Dentro do grupo governista, o desafio é acomodar as ambições de dois aliados de peso. Alexandre Curi, atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), e Rafael Greca buscam a benção de Ratinho Júnior, que ostenta mais de 80% de aprovação.
- Alexandre Curi: Tem se destacado pela articulação política e aparece como um nome forte tanto para o governo quanto para o Senado. Em cenários sem Alvaro Dias, Curi lidera a corrida para a câmara alta com 42,1%, mas já declarou publicamente o desejo de disputar o Palácio Iguaçu.
- Rafael Greca: Ocupando atualmente a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável, Greca é um “ativo eleitoral” estratégico, especialmente em Curitiba. Embora o plano de Ratinho Júnior possa envolver Greca como vice em uma chapa encabeçada por Curi ou Guto Silva, o ex-prefeito mantém conversas com outros partidos, como o PP e o MDB, caso não encontre espaço como cabeça de chapa no PSD.
A data limite: 3 de abril
O dia 3 de abril é o “Dia D” para o xadrez paranaense. É o prazo final para que candidatos que pretendem disputar as eleições de 2026 estejam devidamente filiados aos partidos pelos quais concorrerão.
Se o PSD não definir uma hierarquia clara até lá, analistas políticos preveem uma diáspora: Curi ou Greca podem migrar para legendas aliadas para garantir a viabilidade de suas candidaturas majoritárias. Enquanto isso, Moro observa o movimento do governo, consolidando sua base no União Brasil e aguardando a definição de quem será o escolhido da máquina estadual para o enfrentamento direto nas urnas.
A sucessão paranaense, portanto, não é apenas uma escolha de nomes, mas uma complexa engenharia de partidos que definirá o futuro político do estado para a próxima década.




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