O cenário político para o governo do Paraná em 2026 começa a ganhar contornos de uma disputa acirrada entre o legado da família Requião e as forças que buscam suceder o governador Ratinho Jr. (PSD). Enquanto o grupo governista ainda bate cabeça para definir um nome de consenso — oscilando entre figuras como o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, e o secretário Guto Silva — o deputado estadual Requião Filho (PDT) tem se posicionado como a alternativa consolidada no campo da esquerda e centro-esquerda.
O crescimento nas pesquisas e o “fator polarização”
Recentemente, o parlamentar utilizou suas redes sociais para denunciar o que chama de “estratégia do sistema”: a tentativa de inflar candidatos da extrema-direita para manter o estado dividido e isolar sua candidatura. Segundo Requião Filho, publicações de páginas ligadas a adversários teriam “passado o recibo” ao admitir, indiretamente, que ele é o nome mais difícil de ser batido em um cenário que fuja da polarização ideológica rasa.
Dados de levantamentos recentes corroboram essa percepção de competitividade:
- Consolidação: Requião Filho aparece numericamente em segundo lugar em diversos cenários, frequentemente empatado ou superando nomes como Rafael Greca.
- Vácuo no Governo: A indefinição de Ratinho Jr., que cogita uma candidatura à Presidência ou ao Senado, deixa seus aliados (chamados de “insignificantes” pela oposição) em uma posição de espera que atrasa o engajamento popular.
- Alianças: O PDT já articula uma frente ampla que pode reunir até oito partidos, buscando o apoio formal do PT e de legendas como PV, PCdoB e Rede.
Desafios e o embate com Sergio Moro
Apesar do otimismo no campo pedetista, a jornada não é isenta de obstáculos. Pesquisas do instituto Real Time Big Data e da Paraná Pesquisas indicam que o senador Sergio Moro (União) lidera as intenções de voto quando seu nome é testado para o Palácio Iguaçu.
”Eles admitem: sem a cortina de fumaça da polarização, o Requião Filho cresce e vence”, afirma o texto que circula entre apoiadores, sugerindo que a rejeição ao “bolsonarismo” e ao “lavajatismo” pode ser o trunfo para atrair o eleitor moderado e o funcionalismo público, hoje crítico à gestão estadual.
A estratégia de Requião Filho agora se concentra em descolar sua imagem da briga nacional e focar em problemas locais, como as tarifas de energia da Copel e a segurança pública, temas que ele acredita serem o “calcanhar de Aquiles” do atual governo.




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