Polícia confirma veneno em açaí e investiga namorada de Adenilson Ferreira Parente por tentativa de homicídio em Ribeirão Preto

​O caso do auxiliar de produção Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, ganhou novos desdobramentos técnicos e periciais nesta semana. Após ser internado em estado grave no início de fevereiro em Ribeirão Preto (SP), laudos do Instituto de Criminalística (IC) confirmaram a presença de “chumbinho” — um raticida altamente tóxico e de comercialização proibida — no fundo do copo de açaí consumido pela vítima.

​A investigação, conduzida pela Polícia Civil, aponta a companheira de Adenilson, Larissa de Souza Batista, como a principal suspeita. O episódio ocorreu no dia 5 de fevereiro, quando o casal comprou dois copos de açaí em um estabelecimento no Jardim Anhanguera. Imagens de câmeras de segurança foram cruciais para descartar a responsabilidade da loja, mostrando que o produto foi preparado e entregue sem qualquer irregularidade.

Dinâmica sob suspeita

De acordo com as autoridades, o foco da investigação agora está no que aconteceu após o casal chegar em casa. Imagens de segurança de vizinhos mostram o momento em que Larissa manuseia os copos na entrada da residência. Em um dos trechos analisados, Adenilson deixa o seu copo no chão para sair com o carro, e a mulher recolhe o objeto, levando-o para dentro.

​Pouco tempo depois, após ingerir o alimento, Adenilson começou a apresentar sintomas graves de intoxicação, como perda de consciência e dificuldades respiratórias. Ele permaneceu internado por 10 dias no Hospital das Clínicas (HC-UE), onde precisou ser entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Defesa e depoimentos

Em depoimento oficial prestado recentemente, Larissa negou qualquer envolvimento no crime. Ela afirmou que também chegou a provar o açaí e sentiu um “gosto estranho”, motivo pelo qual o casal retornou à loja para reclamar e devolver o produto horas antes da internação. Sua defesa sustenta que a relação entre os dois é harmônica e que ela permaneceu ao lado da família de Adenilson durante todo o período hospitalar.

​Apesar das evidências técnicas, Adenilson declarou publicamente, logo após receber alta, que não acredita na culpa da companheira e o casal teria voltado a viver junto.

Próximos passos

O delegado responsável pelo caso, José Carvalho de Araújo Júnior, informou que o inquérito deve ser concluído nos próximos dias. A polícia aguarda agora a perícia nos celulares do casal para verificar mensagens e históricos de busca que possam indicar a motivação ou o planejamento do crime. O caso segue registrado como tentativa de homicídio qualificado.

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