Dnit e Ministério dos Transportes finalizam reconstrução de pontes na BR-319 após três anos de espera

A tragédia que isolou parte do Amazonas e comoveu o país com imagens de veículos sendo engolidos pelos rios Curuçá e Autaz Mirim entra, finalmente, em sua fase de conclusão. Após anos de travessias improvisadas e atrasos cronológicos, a infraestrutura da BR-319 começa a ser restabelecida com a entrega das novas estruturas projetadas para suportar o rigoroso fluxo da região.

​O renascimento sobre as águas

​A queda da ponte sobre o Rio Curuçá, ocorrida em setembro de 2022, foi um dos episódios mais dramáticos da logística nacional recente. Imagens capturadas na época — e que voltaram a viralizar com novos ângulos de câmeras de segurança e drones — mostram o exato momento em que o tabuleiro cede, arremessando caminhões carregados e motociclistas em um despenhadeiro de concreto e metal.

​De acordo com as atualizações mais recentes de março de 2026:

  • Ponte sobre o Rio Curuçá (km 23): Já foi oficialmente entregue e aberta ao tráfego. A nova estrutura possui 150 metros de extensão e contou com um investimento superior a R$ 28 milhões.
  • Ponte sobre o Rio Autaz Mirim (km 25): Está em sua fase final de execução. O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) confirmou que a obra atingiu mais de 80% de conclusão. A previsão é que a inauguração ocorra ainda neste mês de março, restabelecendo a conexão total por terra.

​Reforço estrutural e segurança

​Para evitar que o solo instável da região amazônica cause novos colapsos, o Ministério dos Transportes adotou a técnica de Jet Grouting (injeção de cimento sob alta pressão) nas cabeceiras e ampliou o comprimento das estruturas. A ponte do Autaz Mirim, por exemplo, saltou de 190 para 250 metros para garantir maior margem de segurança contra a erosão das margens.

​”Estamos entregando estruturas adaptadas ao novo tráfego da BR-319, com fundações reforçadas que garantem que não ocorra a rotação do solo observada no passado”, afirmou a superintendência do Dnit em vistorias recentes.

A reconstrução é vista como um passo vital para o plano de pavimentação do “Trecho do Meio” da rodovia, uma promessa do Governo Federal para acabar com o isolamento terrestre entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO).

Deixe um comentário

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.