Rafael Greca deixa o PSD e se filia ao MDB para disputar o governo do Paraná

O cenário político do Paraná sofreu uma movimentação significativa nesta quinta-feira (19). O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, oficializou sua saída do PSD para se filiar ao MDB, partido pelo qual lançou sua pré-candidatura ao governo do estado para as eleições de 2026.

​A mudança foi anunciada por meio de um vídeo nas redes sociais, gravado ao lado de lideranças nacionais e estaduais da sigla, como o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e o presidente estadual, Sérgio Souza. No anúncio, Greca destacou que seu retorno ao partido — pelo qual já disputou a prefeitura da capital em 2012 — ocorre sob a bandeira da “moderação” e da “defesa da democracia”, posicionando-se como uma alternativa de centro no tabuleiro eleitoral.

​Contexto e articulações políticas

​A saída de Greca do PSD, partido do atual governador Ratinho Junior, sinaliza um rearranjo nas forças governistas. Embora Greca tenha reafirmado seu apoio à eventual candidatura de Ratinho Junior à Presidência da República, sua mudança para o MDB permite que ele fuja da disputa interna do PSD, que conta com outros nomes fortes para a sucessão estadual, como o deputado Alexandre Curi e o secretário Guto Silva.

​O novo tabuleiro eleitoral no Paraná

​Com a movimentação de Greca, a corrida pelo Palácio Iguaçu ganha novos contornos em março de 2026:

  • Sergio Moro (União/PL): O senador lidera as pesquisas de intenção de voto e recebeu recentemente o aceno de apoio do PL, após reuniões com a família Bolsonaro, consolidando-se como um nome de peso na direita.
  • Requião Filho (PDT): Representando a oposição em aliança com o PT, o deputado estadual mantém uma base consolidada à esquerda.
  • Rafael Greca (MDB): Agora busca atrair o eleitorado de centro e os órfãos da gestão Ratinho Junior que preferem um perfil mais experiente e executivo.
  • Continuidade no PSD: O partido de Ratinho Junior ainda deve definir se apoiará Alexandre Curi ou Guto Silva, ou se buscará uma composição com as novas frentes que se formam.

​A janela partidária, que se encerra no início de abril, promete novos episódios de “troca-troca” de legendas, à medida que os pré-candidatos buscam viabilidade eleitoral e tempo de TV para a campanha que se aproxima.

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