Science e Yamada Holdings lançam máquina de lavar humanos no Japão

O conceito de um banho totalmente automatizado deixou de ser uma promessa futurista para se tornar uma realidade de luxo no mercado japonês. A empresa de tecnologia Science Co. Ltd., em parceria com a gigante do varejo Yamada Holdings, oficializou o lançamento da “Mirai Ningen Sentakuki” (Máquina de Lavar Humanos do Futuro). O equipamento, que se tornou a sensação da Expo 2025 em Osaka, já começou a ser comercializado por aproximadamente 60 milhões de ienes — o equivalente a cerca de R$ 2,1 milhões.

​Diferente de qualquer banheira convencional, o dispositivo tem o formato de uma cápsula aerodinâmica de 2,3 metros, semelhante ao cockpit de um caça. O funcionamento é baseado em uma tecnologia de “microbolhas” e “bolhas ultrafinas”, que penetram nos poros para remover a sujeira sem a necessidade de esfregar a pele ou usar grandes quantidades de sabão.

​O banho que “lava a alma”

​A proposta da Science vai além da higiene física. Segundo a fabricante, a máquina foi projetada para “lavar o corpo e a alma”. Ao entrar no casulo e fechar a tampa, o usuário é monitorado por sensores biométricos que medem batimentos cardíacos e níveis de estresse. Com base nesses dados, uma Inteligência Artificial ajusta a temperatura da água e projeta imagens relaxantes e músicas calmas no interior da cápsula, criando um ambiente de spa personalizado. Todo o ciclo, que inclui a lavagem e a secagem com ar quente, dura cerca de 15 minutos.

​Disponibilidade e mercado

​A exclusividade é a marca registrada desta fase inicial de vendas:

  • Produção Limitada: A empresa planeja fabricar apenas 50 unidades nesta primeira leva, visando manter o status de raridade do produto.
  • Primeiros Compradores: O primeiro exemplar já foi adquirido por um hotel de luxo em Osaka, que oferecerá a experiência como um diferencial tecnológico para seus hóspedes.
  • Expansão: Redes de resorts dos Estados Unidos e grandes lojas de eletrônicos, como a Yamada Denki, também demonstraram interesse em adquirir as unidades para demonstração e uso comercial.

​A inspiração para o projeto veio de um protótipo exibido pela Sanyo na Expo de 1970. Yasuaki Aoyama, hoje CEO da Science, viu aquela máquina quando era criança e prometeu recriá-la com a tecnologia do século XXI. Embora o preço atual seja proibitivo para a maioria dos lares, a empresa já estuda o desenvolvimento de versões mais compactas e acessíveis para o mercado residencial e para o setor de cuidados com idosos no futuro.

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