A política paranaense vive um momento de intensa reorganização após a decisão do governador Ratinho Junior (PSD) de permanecer no cargo até o fim do mandato, em dezembro de 2026. O recuo da pré-candidatura presidencial alterou diretamente os planos da cúpula do PSD no estado, consolidando o nome do atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi, como uma das peças centrais para a sucessão e para as vagas ao Senado.
Originalmente cotado para disputar o Palácio Iguaçu, Alexandre Curi tem visto seu nome ganhar força também para o Senado Federal. Recentemente, pesquisas de intenção de voto colocaram o parlamentar em posição de destaque na disputa pelas duas cadeiras que estarão em jogo. Em levantamentos do instituto Paraná Pesquisas realizados em março de 2026, Curi aparece liderando cenários ou ocupando a segunda colocação, competindo diretamente com nomes tradicionais como o ex-senador Alvaro Dias (MDB).
Articulação e Unidade Partidária
A permanência de Ratinho Junior no governo serviu como um “freio” em possíveis debandadas. Antes da definição do governador, Curi chegou a admitir publicamente que poderia deixar o PSD caso não houvesse espaço para seu projeto majoritário, mencionando convites de legendas como o Republicanos. No entanto, reuniões recentes entre a Casa Civil e a bancada governista na Alep sinalizam que o grupo caminha para uma unificação.
A estratégia de Ratinho Junior agora foca em:
- Controle da sucessão: Manter a máquina pública sob seu comando para transferir capital político ao candidato escolhido para o governo (disputado entre Curi, Rafael Greca e Guto Silva).
- Chapa forte para o Senado: Aproveitar o alto recall de Alexandre Curi para garantir que o PSD e seus aliados conquistem as vagas na Câmara Alta, barrando o avanço de nomes da oposição ou de candidatos isolados.
Desafios no Horizonte
Apesar do favoritismo nas pesquisas, o grupo de Ratinho Junior enfrenta o avanço de Sergio Moro (agora no PL), que tem movimentado a direita paranaense. Além disso, nomes como Gleisi Hoffmann (PT), Filipe Barros (PL) e Requião Filho (PDT) também figuram no tabuleiro, prometendo uma eleição polarizada.
Para Alexandre Curi, o cenário é de valorização. Seja como candidato ao governo ou ao Senado, sua gestão na presidência da Alep — marcada por um perfil municipalista e de construção de consensos — o coloca como o principal articulador político do estado hoje. A definição final da chapa deve ocorrer apenas próximo às convenções, mas o “fator Curi” já é o elemento que mais pressiona as peças do jogo político paranaense.




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