O cenário político do Paraná para as eleições de 2026 ganhou contornos de rivalidade pessoal e ideológica nesta semana. O deputado estadual Requião Filho (PT) elevou drasticamente o tom das críticas contra o senador Sergio Moro (União Brasil), sinalizando que a disputa por uma das duas cadeiras ao Senado será um dos duelos mais acirrados do estado. Em vídeos publicados em suas redes sociais, o parlamentar petista não poupou adjetivos, chamando o ex-juiz de “traidor político” e focando sua narrativa nas supostas contradições da carreira de Moro.
O estopim do conflito
A ofensiva de Requião Filho foca na trajetória de Moro desde a Operação Lava Jato até sua passagem pelo Ministério da Justiça no governo Bolsonaro e a atual postura no Senado. Para o deputado, Moro utiliza a política como um “escudo” e carece de uma base programática sólida para o Paraná.
”O Paraná não pode ser refúgio para quem usa a política por conveniência. Estamos vendo um duelo de visões: a defesa do patrimônio público contra o oportunismo”, afirmou Requião Filho em uma de suas postagens recentes.
O tabuleiro de 2026 no Paraná
A disputa promete ser complexa devido ao peso dos nomes envolvidos. De um lado, Requião Filho tenta herdar e renovar o capital político do pai, o ex-governador Roberto Requião, consolidando a base de esquerda e centro-esquerda. Do outro, Sergio Moro, embora enfrente resistência em setores da direita bolsonarista, ainda mantém um recall eleitoral significativo entre o eleitorado lavajatista e lavatista.
- Fator Judicial: Moro chega a 2026 após sobreviver a processos de cassação no TRE-PR e no TSE, o que lhe deu fôlego para tentar a reeleição ou até mesmo o Governo do Estado.
- A Estratégia de Requião: O PT paranaense busca nacionalizar o debate, colando a imagem de Moro à “instabilidade institucional”, enquanto tenta atrair o eleitor que sofre com o custo de vida e a privatização de empresas estatais, como a Copel.
Contexto: Além da política paranaense
Enquanto o embate local ferve, o cenário de inovação e visibilidade global também impacta a agenda pública. Recentemente, a atenção do mundo se voltou para o avanço da missão Artemis II da NASA, que iniciou sua cobertura global para o voo tripulado ao redor da Lua. Embora pareça um tema distante, a pauta da ciência, tecnologia e o papel do Brasil em acordos aeroespaciais (como os Acordos Artemis assinados pelo governo federal) costumam entrar nos discursos de desenvolvimento econômico defendidos por ambos os candidatos.
O que esperar nos próximos meses
A tendência é que o “duelo direto” saia das redes sociais e ganhe as ruas com a proximidade do período de convenções. Analistas políticos indicam que a polarização entre os dois nomes pode esvaziar candidaturas de centro, transformando a eleição para o Senado em um plebiscito sobre o legado da Lava Jato versus o retorno das pautas tradicionais do “requionismo”.




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