A Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) vive um período de intensa movimentação e controvérsia neste início de 2026. Parlamentares da base aliada ao governador Carlos Massa Ratinho Jr. (PSD) têm enfrentado duras críticas da oposição e de movimentos sociais, sendo acusados de priorizar a agenda do Palácio Iguaçu em detrimento das demandas populares. O cenário é marcado pela aprovação célere de projetos de privatização e reformas estruturais, muitas vezes sob regime de urgência, o que limita o debate com a sociedade civil.
O “rolo compressor” e as falhas apontadas
A atuação da base governista é descrita por críticos como um “cheque em branco” ao Executivo. Entre as principais falhas e pontos de desgaste enumerados por especialistas e pela bancada de oposição, destacam-se:
- Terceirização da Educação (Programa Parceiro da Escola): A transferência da gestão administrativa de mais de 80 colégios estaduais para grupos privados é o ponto mais sensível. Em janeiro de 2026, o governo ampliou o programa para mais 13 unidades, apesar dos protestos de sindicatos que apontam a precarização do ensino e o uso de recursos públicos para garantir lucro a empresas.
- Uso excessivo do regime de urgência: A base governista tem facilitado a aprovação de matérias complexas sem o tempo adequado para audiências públicas. Projetos como o do Novo Código Florestal do Paraná (PL 80/2026) chegaram à casa sob críticas de especialistas por serem “vagos e privatistas”, ignorando, segundo ambientalistas, as mudanças climáticas.
- Concessão de ativos estratégicos: Após a privatização da Copel, o foco se voltou para a Celepar e a Ferroeste. A oposição argumenta que a base falha ao não fiscalizar os impactos tarifários e a qualidade dos serviços prestados após a desestatização, citando a insatisfação do setor produtivo com a atual distribuição de energia.
- Negligência com o funcionalismo público: Embora o líder do governo, Hussein Bakri, tenha sinalizado a abertura de mesas de negociação em março de 2026, servidores da educação ainda reivindicam perdas inflacionárias acumuladas que superam os 12%, denunciando que a base parlamentar ignora a defasagem salarial em prol de investimentos em infraestrutura.
Contexto político e sucessão
A fidelidade da base ocorre em um momento em que Ratinho Jr. consolidou sua decisão de permanecer no governo até o fim do mandato, desistindo da corrida presidencial para focar na sucessão estadual. Nomes como Alexandre Curi (presidente da ALEP) e Guto Silva (secretário das Cidades) emergem como favoritos do grupo, mantendo a engrenagem legislativa alinhada para garantir a continuidade do projeto político atual.
Para a oposição, essa “unidade” da base representa uma renúncia à independência do Poder Legislativo, transformando a Assembleia em uma extensão do gabinete do governador.
Análise das Eleições 2026 e o cenário de Ratinho Jr.
Este vídeo discute os bastidores políticos do Paraná em março de 2026, abordando a permanência de Ratinho Jr. no cargo e como isso influencia a dinâmica entre o governo e a Assembleia Legislativa.




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