Médica em Goiânia é denunciada por tentar reter pacientes em hospital para impedir voto nas eleições
Uma médica ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, localizado em Goiânia (GO), foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) sob a acusação de orientar a equipe de enfermagem e colaboradores do setor a represarem altas médicas durante o fim de semana eleitoral. O objetivo da conduta, segundo as denúncias, seria impedir que as pacientes internadas exercessem o direito ao voto.
A denúncia aponta que a profissional teria instruído funcionários da enfermaria a não liberarem pacientes que já apresentavam condições clínicas para alta, mantendo-as retidas na unidade hospitalar ao longo do período de votação. A prática de reter pacientes com motivação político-partidária pode configurar crime eleitoral, assédio e violação dos deveres éticos da medicina.
Providências e apuração
O caso reacendeu o debate sobre o uso de cargos e funções públicas no ambiente de saúde para interferir no processo democrático. Diante das alegações:
- Ministério Público Federal (MPF): Recebeu a representação para averiguar a ocorrência de ilícitos eleitorais e abuso de poder.
- Direção do Hospital: O Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara e os órgãos municipais de saúde foram acionados para prestar esclarecimentos e instaurar procedimentos internos de apuração.
- Conselho Regional de Medicina (CRM-GO): Casos dessa natureza também costumam ser encaminhados ao conselho de classe para verificação de eventuais infrações ao Código de Ética Médica.
As investigações prosseguem para ouvir as testemunhas, analisar relatórios de alta e prontuários do período eleitoral e apurar a responsabilidade individual da profissional envolvida.
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