TEERÃ – O cenário de guerra no Oriente Médio atingiu um novo ápice de tensão nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026. Em resposta a um pronunciamento do presidente americano Donald Trump, o governo do Irã prometeu lançar ofensivas “mais abrangentes e destrutivas” contra alvos dos Estados Unidos e de Israel.
A escalada verbal e militar ocorre após Trump declarar, na última quarta-feira (1º), que a capacidade militar iraniana estaria “essencialmente dizimada” e que os EUA pretendem intensificar os bombardeios por mais “duas ou três semanas” para levar o país de volta à “Idade da Pedra”, caso um acordo de rendição não seja assinado.
O ultimato de Washington
Em um discurso à nação, Donald Trump afirmou que a Operação Epic Fury (Fúria Épica) está perto de concluir seus objetivos estratégicos. Segundo o presidente:
- A Marinha e a Força Aérea iranianas estariam em ruínas.
- Os EUA manterão a pressão militar extrema por até 21 dias adicionais.
- O objetivo é neutralizar permanentemente a capacidade do Irã de projetar poder e desenvolver armas nucleares.
A contraofensiva de Teerã
A resposta iraniana foi imediata. Ebrahim Zolfaqari, porta-voz das forças armadas do país, classificou as avaliações de Trump como “fora da realidade” e afirmou que as instalações atingidas até agora eram “insignificantes”.
- Ataques Recentes: Menos de 30 minutos após o discurso de Trump, sirenes de alerta soaram em Israel e no Bahrein (onde fica a 5ª Frota da Marinha dos EUA).
- Impacto em Israel: Estilhaços de mísseis interceptados causaram danos em áreas próximas a Tel Aviv, forçando parte da população a celebrar o feriado de Páscoa em abrigos subterrâneos.
- Bloqueio Marítimo: O Irã mantém o Estreito de Ormuz sob forte ameaça, paralisando o tráfego comercial de petróleo e gás na região.
Impacto Global
O conflito, que entrou em seu 34º dia, já provoca ondas de choque na economia mundial.
- Combustíveis: O preço do barril de petróleo Brent saltou para US$ 119, refletindo o medo de um desabastecimento global.
- Diplomacia: A China classificou as ações militares como “inaceitáveis” e pediu contenção, enquanto o governo de Israel mantém suas tropas em alerta máximo para uma possível invasão terrestre ou expansão da guerra aérea.




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