Receita Federal flagra dois casais transportando remédios emagrecedores escondidos em garrafa de refrigerante na BR-277 em Irati
A Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal interceptaram, em fiscalização de rotina na BR-277, em Irati (PR), dois casais que tentavam burlar a fiscalização do Estado transportando medicamentos emagrecedores contrabandeados de forma inusitada: submersos dentro de uma garrafa PET cheia de refrigerante.
A apreensão ocorreu durante abordagens focadas no combate aos crimes de fronteira e contrabando na região central do Paraná, rota conhecida pelo fluxo de mercadorias vindas do Paraguai. Ao inspecionarem o veículo, os agentes desconfiaram do peso e do aspecto do recipiente de bebida. Ao abrir e esvaziar a garrafa, encontraram dezenas de comprimidos e ampolas de substâncias utilizadas para perda de peso, cuja importação e comercialização são proibidas no Brasil sem a devido registro e autorização da Anvisa.
Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal para prestar esclarecimentos e responder pelo crime de contrabando e descaminho, além de possíveis infrações contra a saúde pública. A mercadoria e o veículo foram apreendidos pela Receita Federal.
Riscos à saúde e o cerco ao contrabando de emagrecedores
O uso de técnicas criativas de ocultação — como a imersão de fármacos em líquidos para ocultar odor e volume — tem se tornado frequente nas apreensões no interior do Estado. Contudo, além do crime fiscal, autoridades sanitárias alertam para os graves riscos à saúde pública que esse tipo de prática traz:
- Contaminação química: O contato direto de ampolas e comprimidos com refrigerantes e recipientes não estéreis pode adulterar quimicamente as substâncias e gerar toxicidade extrema ao consumidor.
- Falta de procedência: Medicamentos trazidos clandestinamente não possuem controle de dosagem, podendo conter substâncias proibidas, contaminação por metais pesados ou ausência total do princípio ativo.
- Intensificação da fiscalização: A Receita Federal e as forças de segurança têm reforçado o monitoramento com tecnologia de raio-X e cães farejadores nos principais corredores rodoviários do Paraná, como a BR-277 e a BR-369, para conter a entrada de fármacos ilegais no país.
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