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Vorcaro cita R$ 30 milhões para filme sobre Lula, mas PF e PGR descartam proposta por falta de provas

Vorcaro cita R$ 30 milhões para filme sobre Lula, mas PF e PGR descartam proposta por falta de provas

​BRASÍLIA — Uma reportagem publicada pela revista Veja aponta que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, teria afirmado em tratativas de delação premiada ter repassado cerca de R$ 30 milhões em espécie para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitaram a proposta de colaboração premiada devido à ausência de provas mínimas que sustentem as alegações.

​Segundo relatos de Vorcaro, o suposto pagamento ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto, estaria atrelado a tentativas de negociação conduzidas com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. O objetivo do empresário seria garantir o acesso de sua instituição financeira a aportes e operações de captação de recursos junto a grandes fundos de pensão estatais, como Previ, Petros e Caixa Asset.

​A obra audiovisual mencionada na proposta é o documentário Lula, dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone e lançado em 2024. Em suas declarações, Vorcaro comparou o investimento ao patrocínio privado de outros projetos, alegando que, no caso do filme sobre Lula, o repasse teria ocorrido de forma irregular.

​Falta de comprovação e rejeição pelas autoridades

​Apesar da repercussão das alegações, a PF e a PGR ressaltaram que a proposta de delação premiada foi descartada. Esta foi a segunda tentativa de acordo apresentada pela defesa do ex-banqueiro que acabou recusada pelos órgãos de investigação por falta de suporte probatório.

​Interceptações de mensagens e trocas de e-mails do empresário indicam que as tratativas para captar recursos nos fundos federais frustraram-se e não avançaram. Diálogos registrados entre 2024 e 2025 mostram insatisfação do empresário com a falta de retorno operacional, culminando na interrupção das tentativas de negócio.

​Defesa e desmentidos

​Em nota e em posicionamentos públicos, o presidente Lula negou categoricamente qualquer irregularidade, afirmando jamais ter solicitado ou recebido vantagens financeiras, tampouco autorizado terceiros a captar recursos em seu nome junto a Vorcaro. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo federal e o Instituto Lula também reforçaram que não houve pedidos para financiamento da produção do filme por meio de contrapartidas.

​Outros nomes citados no ambiente de articulação e em trocas de mensagens negaram qualquer envolvimento em tratativas ilegais ou optaram por não se manifestar. O caso segue sob acompanhamento das autoridades competentes, sem o avanço de denúncias formais contra os citados.


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