Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo e processo entra em fase final
Brasília – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório virtual marcado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 14 de abril de 2026. O depoimento, que ocorreria por videoconferência, era parte da instrução da ação penal na qual o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é réu por coação no curso do processo e obstrução de Justiça.
Residindo nos Estados Unidos desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro foi citado via edital após as autoridades não conseguirem localizá-lo para notificação pessoal. Como não constituiu advogados particulares para o caso, ele está sendo representado pela Defensoria Pública da União (DPU).
Contexto da denúncia
A ação penal investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro junto a autoridades e parlamentares dos Estados Unidos para articular sanções contra magistrados brasileiros e interferir em investigações no Brasil. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), essas movimentações tinham o objetivo de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado em instâncias anteriores por tentativa de golpe de Estado.
Entre as medidas articuladas por Eduardo estaria o chamado “tarifaço”, uma tentativa de pressão econômica contra o Brasil para forçar o Judiciário a recuar em processos que envolvem o clã Bolsonaro e seus aliados.
Próximos passos judiciais
O juiz auxiliar que presidiu a audiência considerou o interrogatório prejudicado pela ausência do réu. Na prática, o não comparecimento não interrompe o fluxo do processo:
- Prazo para diligências: A DPU e a PGR têm cinco dias para solicitar novas provas ou diligências.
- Alegações finais: Caso não haja novos pedidos, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, abrirá prazo para as alegações finais de acusação e defesa.
- Julgamento: Após essa etapa, o processo estará pronto para ser pautado pela Primeira Turma do STF, que decidirá pela condenação ou absolvição do ex-parlamentar.
A defesa técnica da DPU não se manifestou publicamente sobre o motivo da ausência, mas reforçou que o interrogatório é um direito de autodefesa, e não uma obrigação de comparecimento forçado para o réu. Eduardo Bolsonaro também teve seu mandato cassado pela Câmara dos Deputados em 2025, motivado pelo excesso de faltas parlamentares enquanto permanecia em território americano.




































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