A fiscalização no trânsito brasileiro ganhou um reforço tecnológico significativo com a consolidação e ampliação dos testes de detecção de substâncias psicoativas em motoristas, popularmente conhecidos como “drogômetros”. O equipamento, que utiliza amostras de saliva para identificar o consumo recente de ilícitos, busca preencher uma lacuna histórica na fiscalização viária, que até então focava prioritariamente no consumo de álcool por meio do bafômetro.
O dispositivo portátil é capaz de analisar o fluido oral em poucos minutos e identificar o uso recente de diversas classes de substâncias que comprometem os reflexos e a capacidade de direção. O teste detecta:
- Maconha (THC): identifica o princípio ativo da cannabis no organismo.
- Cocaína e derivados: detecta o uso da substância em suas diferentes formas, como o crack.
- Anfetaminas e metanfetaminas: inclui rebites (frequentemente usados por caminhoneiros para inibir o sono) e drogas sintéticas como o ecstasy (MDMA).
- Opiáceos e opióides: substâncias como morfina, heroína e analgésicos de tarja preta.
- Benzodiazepínicos: remédios de uso controlado com efeito sedativo e tranquilizante.
A adoção da tecnologia visa regulamentar com mais precisão o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que já prevê tolerância zero para a condução de veículos sob o efeito de qualquer substância psicoativa que determine dependência. As penalidades para o condutor flagrado no teste toxicológico de campo são gravíssimas, equivalentes às da Lei Seca: multa multiplicada, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e retenção do veículo. A implementação dessas ferramentas pelas forças de segurança e órgãos de trânsito representa um passo estratégico para reduzir sinistros nas estradas e aumentar a segurança de todos os usuários da via.
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