Flávio Bolsonaro defende fim da reeleição para o próprio mandato e deixa duração a cargo do Congresso
O candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (8/10) que a proposta que prevê o fim da reeleição no país deve alcançar o seu eventual governo, caso vença o segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu após reunião em Brasília para formalizar o apoio do Podemos à sua candidatura.
Autor de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema, Flávio declarou que usará o “capital político” de um presidente recém-eleito para aprovar a mudança legislativa. De acordo com o senador, a vedação ao novo mandato valeria inclusive para familiares de até terceiro grau, impedindo qualquer especulação sobre candidaturas futuras de seu núcleo familiar no pleito seguinte.
Embora defenda que a restrição se aplique imediatamente à sua gestão a partir de 2027, o presidenciável ressaltou que a definição sobre os detalhes do texto caberá aos parlamentares. O Congresso Nacional definirá se a duração do mandato presidencial sem reeleição será fixada em quatro ou cinco anos, além de deliberar sobre a extensão da regra para governadores e prefeitos.
A articulação política sobre o tema ganha tração no momento em que o candidato busca consolidar alianças com legendas de centro e de direita para a reta final da disputa. Além do Podemos, a campanha de Flávio conta com o respaldo de siglas como União Brasil, PP, Republicanos e Novo. Em seus discursos recentes, o candidato tem reforçado que usará a expressiva bancada eleita no legislativo para focar em reformas institucionais, segurança pública e pautas econômicas.
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