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Frente evangélica manifesta apoio a Lula e classifica eventual vitória de Flávio Bolsonaro como retrocesso

Frente evangélica manifesta apoio a Lula e classifica eventual vitória de Flávio Bolsonaro como retrocesso

​A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito (FEDD) declarou apoio formal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da corrida presidencial de 2026. Em posicionamento público, o grupo evangélico progressista fez duras críticas ao senador e candidato do Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, acusando-o de instrumentalizar a fé e a religião para obter ganhos eleitorais.

​De acordo com o movimento, uma eventual eleição do candidato do PL representaria um “retrocesso social e civilizatório” para as instituições democráticas e para a manutenção de direitos no país. Fundada em 2016, a FEDD busca se distanciar da atuação da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) no Congresso Nacional, ressaltando que o eleitorado cristão possui diversidade de opiniões políticas e defende pautas como a separação entre Igreja e Estado, a justiça social e a proteção às garantias fundamentais.

​Disputa pelo voto religioso e estratégias de segundo turno

​A declaração ocorre em um momento estratégico da campanha para o segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro alcançou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Diante de mais de 33 milhões de abstenções registradas no primeiro pleito, ambas as candidaturas intensificam ações voltadas a segmentos específicos, em especial o público evangélico.

​Pesquisas recentes indicam movimentações no segmento cristão. No levantamento da pesquisa BTG/Nexus divulgado no final de setembro, Flávio Bolsonaro mantinha a liderança com 50% das intenções de voto entre os evangélicos, contra 31% de Lula. Já no levantamento da Quaest da mesma época, o candidato petista oscilou positivamente dentro desse eleitorado.

​Paralelamente, a articulação da campanha de Lula também engloba acenos a eleitores que apoiaram outros nomes no primeiro turno, como o escritor Augusto Cury (Avante), que obteve 2,89% dos votos válidos e declarou apoio recente a Flávio Bolsonaro. O núcleo petista tenta atrair parcelas desse eleitorado indeciso, apostando na conscientização promovida por movimentos como a Frente de Evangélicos para ampliar a penetração entre os fiéis. 


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