Jorge Moll Filho e Paulo Moll levam a Rede D’Or ao prêmio de Empresa do Ano da Revista Exame após faturamento recorde de R$ 55,7 bilhões
A aliança entre escala inédita e investimentos pesados em tecnologia médica consagrou a Rede D’Or. Fundado pelo médico cardiologista Jorge Moll Filho e atualmente sob o comando executivo de seu filho, o CEO Paulo Moll, o grupo hospitalar foi eleito a Empresa do Ano do prêmio Melhores e Maiores 2026, concedido pela revista Exame.
A conquista reflete o desempenho financeiro e operacional da companhia, que opera uma rede de 76 hospitais e registrou uma receita líquida de R$ 55,7 bilhões (com receita bruta de R$ 60,4 bilhões). O Ebitda consolidado atingiu a marca de R$ 10,4 bilhões — um salto de 23% em 12 meses —, acompanhado de um lucro líquido de R$ 4,8 bilhões e um nível de endividamento significativamente inferior à média do setor de saúde privada.
Tecnologia e expansão: da robótica à joint-venture com o Bradesco
O pilar de crescimento da companhia combina medicina de alta complexidade a uma gestão de custos centralizada e rigorosa. A Rede D’Or detém o maior parque de robótica hospitalar da América Latina, somando 42 robôs-cirurgiões após um investimento de R$ 600 milhões em cinco anos. Em termos de atendimento, foram contabilizados 3 milhões de pacientes-dia e 570 mil cirurgias realizadas.
Para continuar expandindo sua capacidade — que ultrapassou 10.351 leitos operacionais —, o grupo apostou em frentes estratégicas:
- Parceria com a Bradesco Seguros (Atlântica D’Or): Joint-venture dividida em 50/50 voltada para a construção e operação de novos hospitais do zero em regiões estratégicas, como o interior paulista e áreas nobres do Rio de Janeiro.
- Integração com a SulAmérica: Adquirida por R$ 13 bilhões, a seguradora fortaleceu o credenciamento e a escala da rede, reduzindo sua sinistralidade para 78,1% no segundo trimestre.
- Formação médica própria: Por meio do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), liderado pela pesquisadora Fernanda Tovar Moll, a empresa obteve autorização do MEC com nota máxima para lançar sua própria faculdade de medicina no centro do Rio de Janeiro, com primeira turma prevista para o início de 2027.
Com a meta de elevar a capacidade total de leitos em mais 25% até 2028, a gestão familiar reforça sua visão de longo prazo para manter o padrão de excelência na saúde privada brasileira.
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