Pesquisa eleitoral da reta final no Paraná gera reações opostas entre líderes políticos
A menos de uma semana do primeiro turno das eleições, a divulgação de um novo levantamento eleitoral no Paraná movimentou os bastidores do cenário político estadual e provocou fortes reações entre os principais concorrentes ao governo do estado. Enquanto o senador Sergio Moro (PL) e o deputado estadual Requião Filho (PDT) comemoraram os dados revelados, aliados do Palácio Iguaçu vinculados à candidatura de Sandro Alex (PSD) teceram duras críticas aos números apresentados.
De acordo com o levantamento realizado pela Paraná Pesquisas entre os dias 25 e 27 de setembro, no cenário estimulado de intenção de voto, Sergio Moro lidera a disputa com 46,2%, seguido por Requião Filho, que registra 23,6%, e Sandro Alex, com 21,5%. A pesquisa, que ouviu 1.280 eleitores em 60 municípios paranaenses, possui margem de erro de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, estando devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-02701/2026.
Nas redes sociais, as candidaturas utilizaram recortes específicos dos dados para sustentar suas narrativas políticas:
- Sergio Moro (PL): O senador publicou vídeo comemorando a liderança e apontando que, na contagem de votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), atinge 50,1%. O percentual coloca o candidato no limite técnico necessário para definir o pleito ainda na primeira etapa da votação, embora a margem de erro não permita antecipar o resultado.
- Requião Filho (PDT): O parlamentar destacou o cálculo de votos válidos — no qual alcança 25,6% contra 23,3% de Sandro Alex — para enfatizar sua consolidação em uma eventual vaga de segundo turno. Devido à proximidade dentro da margem de erro, a disputa por uma segunda vaga permanece em aberto.
Por outro lado, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD), aliado do governo estadual, reagiu publicamente contra o levantamento. Em manifestação divulgada em redes e grupos de mensagens, o parlamentar contestou a metodologia e afirmou que a pesquisa induziria o eleitor ao erro sobre o encerramento adiantado da disputa.
A contestação aos números antecedeu a própria publicação do levantamento. A coligação que sustenta a candidatura de Sandro Alex chegou a acionar a Justiça Eleitoral buscando barrar a divulgação. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) negou o pedido de liminar de urgência, autorizando a veiculação dos dados enquanto prossegue com o exame formal das questionamentos metodológicos apresentados pela campanha.
Com o afunilamento do calendário eleitoral, a disputa no Paraná entra na reta final com duas definições pendentes: se a candidatura líder conseguirá a votação necessária para liquidar a fatura em turno único ou se haverá prorrogação com a definição de quem avançará para o segundo turno.
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