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Presidente colombiano Abelardo de la Espriella gera polêmica global ao divulgar imagens caminhando entre cadáveres

Presidente colombiano Abelardo de la Espriella gera polêmica global ao divulgar imagens caminhando entre cadáveres

O recém-empossado presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, virou centro de uma intensa controvérsia internacional e jurídica após divulgar gravações em que caminha e posa ao lado de sacos mortuários e corpos de supostos guerrilheiros mortos em operações militares. A tática de expor os mortos como demonstração de poder estatal reacendeu o debate sobre os limites éticos e os direitos humanos no combate ao crime organizado.

As imagens foram gravadas no contexto das operações “Azarías” e “Centinela de la Patria”, voltadas contra grupos dissidentes e organizações de narcotráfico. Eleito em junho sob forte discurso de “linha dura” e tolerate zero, De la Espriella usou o material em suas redes sociais oficiais para afirmar que o Estado não se amedrontará perante as guerrilhas. No entanto, a repercussão negativa e os questionamentos sobre a violação do Direito Internacional Humanitário foram imediatos por parte de especialistas, opositores políticos e entidades de direitos humanos.

A polêmica ganhou um novo desdobramento no campo judicial. Um juiz colombiano atendeu a um pedido de tutela e determinou que o governo de De la Espriella oculte temporariamente das redes sociais os vídeos que exibem as imagens explícitas dos cadáveres — medida acatada pela Presidência da República para mitigar potenciais violações à integridade pessoal, inclusive de menores.

Analistas apontam que a encenação não é um descuido, mas sim uma estratégia de comunicação focada em reforçar a imagem de “homem forte”, comparada por especialistas a discursos de firmeza adotados em momentos históricos da Colômbia e por outros líderes regionais. Críticos alertam, contudo, que a exibição de corpos como troféus de guerra enfraquece o devido processo legal e abre margem para uma escalada perigosa na violência de Estado.


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