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Resistência do eleitorado abstencionista desafia estratégias de Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno

Resistência do eleitorado abstencionista desafia estratégias de Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno

​Uma nova sondagem conduzida pelo instituto Real Time Big Data traz um alerta para as campanhas que disputam o segundo turno das eleições presidenciais de 2026: a baixa disposição de engajamento do eleitorado que faltou no primeiro pleito. Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (8/10), 40% dos brasileiros que se abstiveram de votar no primeiro turno afirmaram taxativamente que não pretendem ir às urnas no próximo dia 25 de outubro.

​O estudo ouviu 1.600 pessoas entre os dias 6 e 7 de outubro, apresentando margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa revela um retrato de forte desilusão com o cenário político: entre aqueles que deixaram de exercer o direito de voto, 28% disseram não ter interesse na eleição, 19% afirmaram não se identificar com nenhuma das candidaturas e 18% declararam insatisfação geral com todos os concorrentes.

​A avaliação do panorama socioeconômico do país entre esses eleitores reflete um viés predominantemente crítico. Cerca de 71% dos abstencionistas se declararam “muito insatisfeitos” com a situação atual do Brasil e 74% entendem que o país segue no caminho errado. No tocante à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a aprovação do atual governo dentro deste grupo específico chega a 37%, enquanto 63% desaprovam a condução da administração federal.

​A indisposição de parcela expressiva do eleitorado representa um obstáculo tático para ambos os lados. Para o presidente Lula, que busca a reeleição e tenta mobilizar votantes para buscar uma virada no placar eleitoral, a conversão do voto desinteressado enfrenta barreiras elevadas pela alta rejeição ao momento atual. Já para o senador Flávio Bolsonaro, que terminou a primeira etapa na liderança com 47,03% dos votos válidos, a missão passa por manter sua base mobilizada até o dia do pleito e reduzir os riscos de evasão no eleitorado conservador.

​Com o afunilamento do calendário eleitoral, as equipes de campanha concentram esforços na atração dos eleitores indecisos e no convencimento do público abstencionista, segmento que atingiu aproximadamente 33 milhões de brasileiros na primeira etapa do processo eleitoral. 


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