A popularidade do presidente Donald Trump atingiu seu nível mais crítico desde o retorno à Casa Branca em 2025. De acordo com o mais recente levantamento da Reuters/Ipsos, divulgado em abril de 2026, a aprovação do mandatário caiu para 36%, enquanto a desaprovação disparou para 62%. Este cenário reflete uma trajetória de desgaste acentuada pelo envolvimento militar dos Estados Unidos em conflitos no Oriente Médio e por atritos diplomáticos recentes.
Principais fatores da queda
O levantamento aponta que a insatisfação popular está diretamente ligada ao custo de vida e à condução da política externa. Os principais pontos de pressão identificados são:
- Impacto Econômico: O início das operações militares coordenadas entre EUA e Israel contra o Irã, em fevereiro de 2026, provocou uma escalada nos preços dos combustíveis. Atualmente, apenas 26% dos americanos aprovam a gestão de Trump sobre a inflação.
- Conflito com o Vaticano: O presidente tem enfrentado críticas após ataques públicos ao Papa Leão XIV, a quem chamou de “fraco” em postagens em redes sociais. A pesquisa mostra que o pontífice detém 60% de imagem favorável, contra os 36% do republicano.
- Temperamento e Saúde Mental: A percepção sobre o equilíbrio emocional do presidente é um dos dados mais alarmantes para a Casa Branca. Apenas 26% dos entrevistados consideram Trump “equilibrado” (even-tempered). Além disso, 51% dos americanos acreditam que sua acuidade mental piorou no último ano.
Divisão partidária
A base republicana, embora ainda majoritariamente fiel, começa a apresentar fissuras.
- Republicanos: A aprovação entre os eleitores do partido caiu para 84% (era de 92% há um ano). Quase metade (46%) dos republicanos admitiu questionar se o presidente possui o temperamento adequado para o cargo.
- Independentes e Democratas: Entre os independentes, a aprovação é de apenas 20%, enquanto 95% dos democratas desaprovam o governo.
Perspectivas para as eleições de meio de mandato
Analistas políticos indicam que esses números podem comprometer as maiorias republicanas na Câmara e no Senado nas eleições legislativas deste ano. A “lua de mel” do governo, que registrou 47% de aprovação logo após a posse em janeiro de 2025, parece ter dado lugar a um cenário de polarização extrema e pessimismo econômico.
“Este índice de rejeição é o mais alto registrado entre os dois mandatos do republicano, superando marcas históricas de impopularidade”, aponta o relatório da Reuters.
A Casa Branca ainda não comentou oficialmente os resultados da pesquisa, mas o presidente manteve o tom desafiador em suas comunicações recentes, focando na necessidade de “mão firme” diante das ameaças globais.




