Com a aproximação do pleito de outubro de 2026, o cenário político no Paraná começa a desenhar as disputas que definirão os rumos do estado pelos próximos quatro anos. Para além da corrida pelo Palácio Iguaçu — que hoje apresenta nomes como o atual presidente da Assembleia, Alexandre Curi (PSD), o senador Sergio Moro (PL) e o deputado Requião Filho (PDT) — a atenção volta-se para a composição da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
A escolha dos deputados estaduais é apontada por especialistas como o pilar para uma sociedade mais justa, uma vez que são esses representantes os responsáveis por fiscalizar o orçamento bilionário do estado e legislar sobre temas sensíveis, como o novo modelo de pedágio e a eficiência da máquina pública.
O peso do voto proporcional e a cláusula de barreira
Diferente das eleições majoritárias (governador e senador), a eleição para deputado estadual exige que o eleitor compreenda o sistema de quociente eleitoral. Em 2026, as regras de desempenho individual estão ainda mais rígidas:
- Desempenho Mínimo: Candidatos precisam atingir ao menos 10% do quociente eleitoral para ocupar vagas diretas de seus partidos.
- Distribuição de Sobras: Para participar da repescagem de vagas, o candidato deve alcançar ao menos 20% do quociente.
Essa mecânica reforça o apelo por um voto consciente, já que a escolha do partido ou federação impacta diretamente em quem, de fato, ocupará a cadeira no Legislativo.
O que está em jogo na Alep em 2026?
A atual legislatura, sob a gestão de Alexandre Curi, fechou o último ciclo com recordes de transparência e devolução de recursos ao Tesouro Estadual (com meta de R$ 700 milhões para este ano). No entanto, novos desafios surgem no horizonte dos candidatos:
- Infraestrutura e Pedágio: A fiscalização das novas concessões rodoviárias continua sendo a principal cobrança da população.
- Desenvolvimento Regional: Projetos como o “Asfalto Novo, Vida Nova” e a implementação do “Poupatempo Paraná” nas cidades do interior dependem da articulação parlamentar para continuidade.
- Renovação vs. Experiência: Partidos de oposição, como o PT, buscam ampliar suas bancadas para dar sustentação a projetos nacionais, enquanto a base governista foca na manutenção do crescimento econômico estadual.
Calendário Eleitoral: Fique atento aos prazos
Para que o voto tenha impacto no futuro, o primeiro passo é estar em dia com a Justiça Eleitoral. Confira as datas principais estabelecidas pelo TRE-PR:
| Evento | Data Limite |
|---|---|
| Fechamento do Cadastro Eleitoral (Tirar ou transferir título) | 6 de maio de 2026 |
| Registro de Candidaturas | 15 de agosto de 2026 |
| Primeiro Turno das Eleições | 4 de outubro de 2026 |
| Segundo Turno (Onde houver) | 25 de outubro de 2026 |
Nota do Jornalista: O momento exige cautela. O voto para deputado estadual não deve ser encarado como uma escolha isolada, mas como a definição de quem terá o poder de vetar ou aprovar as leis que regem o seu dia a dia, desde o preço da conta de luz até a qualidade da segurança pública no seu bairro.
O futuro do Paraná não é decidido apenas no Palácio Iguaçu, mas em cada uma das 54 cadeiras da Praça Nossa Senhora de Salette.




