Anvisa determina recolhimento de produtos Ypê por falhas na fabricação e risco de contaminação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (7 de maio de 2026), a suspensão da fabricação, comercialização e distribuição de diversos produtos da marca Ypê, fabricados pela empresa Química Amparo. A medida atinge especificamente todos os lotes com numeração final 1 de categorias como detergentes, sabões líquidos e desinfetantes.
A decisão foi motivada por uma inspeção recente na unidade fabril de Amparo (SP), onde foram identificados descumprimentos graves das Boas Práticas de Fabricação (BPF). Segundo a agência reguladora, as falhas no controle de qualidade indicam um risco de contaminação microbiológica, ou seja, a presença indesejada de microrganismos patogênicos (como bactérias ou fungos) que podem comprometer a segurança dos itens.

Produtos afetados e orientações ao consumidor

A suspensão é ampla e abrange 24 variedades de produtos, desde que pertençam aos lotes que terminam com o dígito 1. Entre os principais itens listados na Resolução 1.834/2026 estão:

  • Detergentes (Lava-louças): Ypê Clear Care, Enzimas Ativas, Toque Suave e a linha Green.
  • Sabão Líquido (Lava-roupas): Linhas Tixan Ypê (Primavera, Maciez, Antibac, Coco e Baunilha) e Ypê Power Act, Premium e Express.
  • Desinfetantes: Bak Ypê, Pinho Ypê e a marca Atol.

Importante: Consumidores que possuam esses produtos em casa devem interromper o uso imediatamente. A recomendação oficial é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Ypê para organizar a troca ou devolução sem custos.

Histórico e fiscalização

Esta não é a primeira vez que a marca enfrenta medidas cautelares; em novembro de 2025, lotes específicos de lava-roupas líquido também foram alvo de recolhimento por contaminação bacteriana detectada pela própria empresa. Desta vez, a ação da Anvisa é preventiva e decorre de fiscalização direta, visando garantir que o processo produtivo seja corrigido antes da retomada das vendas dos novos lotes.
As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais já foram acionadas para monitorar a retirada dos produtos das prateleiras em todo o território nacional.

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