As investigações contra o crime organizado em São Paulo ganharam um novo capítulo nesta semana. O influenciador digital Eduardo Magrini, amplamente conhecido nas redes sociais como “Diabo Loiro”, tornou-se um dos principais alvos da Operação Caronte. A ofensiva, coordenada pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), visa desmantelar a estrutura financeira utilizada para ocultar bens do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O esquema de lavagem de dinheiro
A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos. Segundo as autoridades, Magrini estaria diretamente ligado a uma rede de empresas de fachada e laranjas, desenhada para legalizar o capital oriundo do tráfico internacional de drogas.
Os investigadores apontam que a movimentação financeira do influenciador era incompatível com seus rendimentos declarados, servindo como uma “vitrine” para ocultar o fluxo de caixa da facção. Entre os itens apreendidos nas diligências recentes, destacam-se:
- Veículos de luxo;
- Dispositivos eletrônicos e documentos contábeis;
- Relógios e artigos de grife.
Histórico de periculosidade
Esta não é a primeira vez que o nome de Eduardo Magrini aparece nas páginas policiais. Em outubro de 2025, o influenciador já havia sido preso sob uma acusação ainda mais grave: a participação em um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.
O promotor é conhecido por sua atuação rigorosa no combate ao crime organizado, o que o tornou alvo de retaliação da cúpula da facção. Na ocasião, as investigações interceptaram comunicações que vinculavam o “Diabo Loiro” ao suporte logístico do atentado planejado.
“A Operação Caronte busca sufocar o braço financeiro da organização. Sem o fluxo de lavagem de dinheiro, a estrutura de comando perde força de execução”, afirmou um porta-voz da Secretaria de Segurança Pública.
Próximos passos
Com o material apreendido nesta nova fase, o Ministério Público espera identificar outros influenciadores e empresários que possam estar prestando serviços de “branqueamento” de capitais para o crime organizado.
Até o fechamento desta matéria, a defesa de Eduardo Magrini não havia se pronunciado oficialmente sobre as novas acusações. O espaço permanece aberto para manifestações.
Informações Adicionais:
- Investigação: Operação Caronte (Fase de Lavagem de Dinheiro).
- Órgãos envolvidos: Polícia Civil de SP e MPSP.
- Status de Magrini: Investigação em curso e histórico de prisão preventiva por ameaça a autoridade pública.




