O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) marcou para o dia 29 de maio uma comemoração de alto calibre político em Curitiba. O evento, que celebrará seus 35 anos, terá como palco o tradicional Clube Curitibano, reduto histórico da elite paranaense e cenário frequente de grandes decisões de bastidor no estado.
A festa ganha contornos de convenção política com a presença confirmada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro desembarca na capital paranaense não apenas para o brinde, mas para reforçar a aliança com Barros, que atualmente preside o PL no Paraná e tem se consolidado como um dos principais articuladores da direita na região Sul.
Cenário político e o tabuleiro de 2026
A escolha do Clube Curitibano não é meramente estética. O ambiente simboliza o esforço de Barros em transitar entre a base bolsonarista mais ideológica e a classe empresarial e política tradicional do Paraná. Recentemente, o deputado tem defendido publicamente a “união da direita” para evitar a fragmentação de votos nas próximas eleições, citando que o alinhamento é crucial para enfrentar o atual governo federal.
Além do simbolismo local, a presença de Flávio Bolsonaro acende o radar para as movimentações de 2026:
- Barros no Senado: O parlamentar é visto como um nome forte para disputar uma das cadeiras ao Senado pelo Paraná, aparecendo com destaque em levantamentos internos e pesquisas de intenção de voto.
- Projeto Nacional: Flávio Bolsonaro, por sua vez, circula como um dos possíveis nomes do PL para a sucessão presidencial ou cargos majoritários, e o Paraná é considerado um estado-chave para a manutenção do capital político da família Bolsonaro.
Bastidores e polêmicas recentes
A festa ocorre em um momento de intensa atividade legislativa para Filipe Barros. O deputado recentemente esteve nos holofotes ao assumir a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e ao apresentar projetos de lei sobre a autonomia do Banco Central.
Apesar do clima de celebração, o evento também deve servir para aparar arestas internas no PL paranaense, que passou por turbulências recentes com a saída de alguns prefeitos e o debate sobre a filiação de outras lideranças do estado. Para Barros, o brinde de 35 anos será, acima de tudo, um termômetro de sua força política para os desafios que virão.




