Em visita estratégica a Curitiba nesta semana, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reafirmou o otimismo do governo federal com o crescimento da imagem do presidente Lula em solo paranaense. O ministro aproveitou a agenda para elevar o tom sobre uma das pautas mais sensíveis ao trabalhador brasileiro na atualidade: o fim da escala 6×1.
Boulos classificou a mudança na jornada de trabalho como uma prioridade “para agora”, descartando propostas de transição longa sugeridas pela oposição.
“Não podemos aceitar uma transição de cinco anos. O trabalhador precisa de tempo para viver, para a família e para se qualificar. O fim da escala 6×1 é uma questão de dignidade e produtividade”, afirmou o ministro.
Panorama eleitoral: Moro lidera, mas Requião Filho se isola na disputa pelo segundo turno
No campo das articulações estaduais para 2026, o cenário para o Governo do Paraná começa a ganhar contornos definidos. Pesquisas recentes de institutos como Quaest e Atlas/Intel, divulgadas em abril de 2026, mostram o senador Sergio Moro (PL) na liderança das intenções de voto.
Entretanto, o destaque fica para o crescimento de Requião Filho (PDT). O deputado estadual conseguiu consolidar sua posição como o principal nome da oposição ao “morismo”, aparecendo isolado em segundo lugar e garantindo, até o momento, as condições necessárias para levar a disputa ao segundo turno.
Confira os números da última pesquisa Quaest (Abril/2026):
Candidato Intenção de Voto (Cenário 1) Sergio Moro (PL) 35% Requião Filho (PDT) 18% Rafael Greca (MDB) 15% Sandro Alex (PSD) 5% Indecisos 18% Apesar da vantagem de Moro, o alto índice de indecisos e a rejeição de Requião Filho (que chega a 47%) indicam que a campanha será marcada por um intenso debate de programas. Requião Filho tem focado em um discurso que busca “fugir da polarização nacional”, enquanto Boulos tenta justamente nacionalizar o debate no estado através de pautas populares como a reforma da jornada de trabalho. O fator Lula no Paraná
A estratégia de Boulos em Curitiba visa diminuir a resistência histórica do estado ao PT. Segundo dados internos citados pelo ministro, a percepção positiva do governo federal tem avançado no Paraná, impulsionada por investimentos em infraestrutura e o apelo de pautas trabalhistas. O apoio de Lula deve ser o fiel da balança para definir se Requião Filho conseguirá converter sua atual posição em uma ameaça real à liderança de Sergio Moro nos próximos meses.




