O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou uma denúncia formal contra o empresário Sidney Oliveira, fundador e proprietário da rede de farmácias Ultrafarma. A acusação aponta o envolvimento do empresário em uma suposta organização criminosa que operava um esquema de pagamento de propinas dentro da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo.
A investigação apura a existência de um sistema estruturado para a obtenção de vantagens indevidas e facilitação de processos dentro do órgão público. Apesar da gravidade das acusações formuladas pela promotoria, os representantes do Ministério Público optaram por não solicitar a prisão preventiva do empresário neste momento do processo.
Como alternativa à prisão, os promotores do caso requereram ao Poder Judiciário a aplicação de medidas cautelares rigorosas para garantir o andamento das investigações e evitar possíveis riscos de fuga ou interferência na coleta de provas. Entre as restrições solicitadas estão:
- Monitoramento eletrônico: A obrigação do uso de tornozeleira eletrônica pelo empresário.
- Retenção de documentos: A apreensão imediata do passaporte de Sidney Oliveira, impedindo-o de deixar o país.
- Restrições de contato: Impedimento de comunicação com outros investigados no processo.
O caso segue sob análise da Justiça paulista, que deverá decidir se aceita a denúncia e se acata os pedidos de medidas cautelares solicitados pelo Ministério Público. A defesa dos citados ainda não se manifestou oficialmente sobre o teor das acusações.





