Uma reviravolta no cenário político e fiscal do Rio de Janeiro marcou o início desta semana. As investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) no chamado “caso Refit” culminaram na exoneração em massa de quase 40 funcionários da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) do Rio de Janeiro. A medida, publicada no Diário Oficial, atinge diretamente a cúpula da fiscalização estadual.
Todos os servidores afastados ocupavam postos estratégicos e de comando no órgão, incluindo posições em superintendências, auditorias fiscais especializadas e barreiras fiscais regionais.
Cúpula da Sefaz é destituída dos cargos
O impacto da decisão administrativa reflete a gravidade das investigações da PF. Entre os nomes de maior peso que deixaram suas funções públicas estão:
- Juliano Pasqual, ex-secretário estadual de Fazenda;
- Adilson Zegur, ex-subsecretário de Receita;
- José Eduardo Lopes Teixeira Filho, ex-superintendente de Fiscalização e Inteligência Fiscal.
A debandada forçada desses quadros técnicos acendeu o alerta sobre a extensão do esquema investigado, que apura supostas irregularidades envolvendo a Refit (antiga Refinaria de Manguinhos) e o setor de combustíveis no estado.
Desdobramentos e bastidores
O esvaziamento dos cargos de chefia da Sefaz-RJ coloca o governo estadual sob pressão para reestruturar rapidamente a máquina de arrecadação e fiscalização, setores vitais para a economia fluminense.
Fontes ligadas aos bastidores do Palácio Guanabara indicam que novas nomeações devem ocorrer nos próximos dias para evitar a paralisação de auditorias em andamento, enquanto a Polícia Federal segue analisando documentos e movimentações financeiras para determinar o nível de envolvimento de cada um dos servidores exonerados no caso.





