A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu uma investigação para apurar uma movimentação financeira suspeita que envolve Julio Cadimo Costa Nobriga, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), e o contador Cleônides de Sousa Gomes. O caso ganhou repercussão após a prisão em flagrante de Cleônides no dia 11 de maio, no momento em que ele realizava um saque de R$ 1 milhão em espécie em uma agência bancária localizada na Asa Sul, em Brasília.
De acordo com as autoridades policiais, o contador pretendia retirar mais R$ 1 milhão que permanecia na conta no dia seguinte, totalizando um montante de R$ 2 milhões. As investigações apontam que o valor em dinheiro vivo tinha como destino o ex-assessor parlamentar Julio Nobriga, que atuou diretamente com o senador por cerca de seis anos em gabinetes e secretarias do Senado Federal até ser exonerado em fevereiro de 2025.
Em nota oficial e posicionamentos públicos, a defesa do contador Cleônides de Sousa Gomes informou que ele está totalmente disposto a colaborar com a Justiça, prestar esclarecimentos e detalhar a real origem lícita dos valores movimentados. Os advogados já protocolaram um pedido de liberdade e aguardam o posicionamento do Judiciário.
O caso acende novos alertas em Brasília por ocorrer em meio a desdobramentos de outras investigações que rondam antigos aliados do parlamentar maranhense. O nome de Julio Nobriga e de outros ex-funcionários aparecem no radar de desvios relacionados a fraudes no INSS — esquema que, segundo a Polícia Federal, operava com saques e pagamentos de vantagens indevidas em dinheiro vivo por meio de operadores e empresas de fachada ligadas ao chamado “Careca do INSS”.
O senador Weverton Rocha se manifestou publicamente sobre o ocorrido. Por meio de sua assessoria, o parlamentar afirmou que não possui qualquer vínculo com o episódio e ressaltou que não deve responder ou ser associado ao comportamento ou atos de terceiros que já foram desligados de sua equipe de trabalho há mais de um ano.





