O novo sistema de pedágio Free Flow, implantado recentemente em rodovias do Paraná, virou alvo de reclamações por parte de profissionais do setor de transportes. Donos de guincho que atuam no Norte do Estado relatam falhas na identificação dos veículos nos pórticos de cobrança automática, resultando em cobranças indevidas tanto para o caminhão-guincho quanto para o automóvel que está sendo transportado na prancha.
De acordo com relatos levados ao conhecimento público, motoristas apontam que as câmeras de leitura de placas e os sensores de TAGs dos pórticos têm registrado o veículo rebocado como se ele estivesse rodando de forma independente pela rodovia. Em alguns casos, as empresas de guincho registraram até seis cobranças duplicadas em um curto período de viagens.
Entenda o problema da leitura dupla
O sistema Free Flow substitui as praças físicas de pedágio por pórticos com tecnologia de Reconhecimento Automático de Placas (ALPR) e sensores de radiofrequência. No entanto, o acoplamento de veículos em guinchos tem gerado os seguintes entraves técnicos:
- Leitura de TAG ativa: Se o carro guinchado possuir um adesivo de cobrança automática (TAG) ativo no para-brisa, o sensor do pórtico pode efetuar a leitura simultânea à do guincho.
- Identificação por imagem: As câmeras de alta resolução, programadas para registrar qualquer placa visível, acabam faturando a imagem do veículo transportado.
O que dizem as diretrizes e como proceder
Casos de cobrança em duplicidade envolvendo veículos embarcados e guinchados geram o direito de contestação por parte dos usuários. Especialistas e órgãos de defesa do consumidor orientam os motoristas afetados a seguirem os seguintes passos:
Passo a passo para contestação:
- Guarde os comprovantes: Tenha em mãos a nota fiscal do serviço de guincho ou a ordem de serviço que comprove que o veículo estava sendo transportado naquele horário e trecho.
- Contate a concessionária: Entre em contato com os canais oficiais de atendimento da concessionária responsável pela rodovia para abrir um pedido de estorno.
- Verifique as TAGs: Para evitar novos transtornos, motoristas que têm seus carros guinchados podem cobrir ou remover temporariamente a TAG se o veículo estiver visível na prancha, embora a responsabilidade de triagem no sistema caiba aos operadores do Free Flow.
As empresas concessionárias que administram os trechos sob o regime de Free Flow costumam revisar os registros fotográficos e de sensores para aperfeiçoar os algoritmos de triagem visual, garantindo que o faturamento seja aplicado estritamente aos eixos que tocam a pista. Profissionais do setor aguardam ajustes urgentes no sistema para evitar prejuízos operacionais e o acúmulo de processos administrativos de reembolso.





