Empresária, companheiro e mãe são presos em Francisco Beltrão suspeitos de movimentar R$ 28 milhões com o “jogo do tigrinho”


Uma operação da Polícia Civil do Paraná culminou, na manhã desta quinta-feira (21), na prisão de uma empresária, de seu companheiro e de sua mãe no município de Francisco Beltrão, localizado no sudoeste do estado. O trio é suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 28 milhões. De acordo com as investigações, o montante é fruto da divulgação de plataformas ilegais de apostas online, popularmente conhecidas como o “jogo do tigrinho”.
A ação policial mirou o enriquecimento ilícito e a ocultação de bens obtidos por meio da promoção desses jogos de azar, que são considerados ilegais no Brasil. Além dos mandados de prisão, as ordens judiciais expedidas incluíram o bloqueio de contas bancárias, o sequestro de bens e a apreensão de veículos de luxo e documentos que possam detalhar a dimensão da estrutura financeira do grupo.

O esquema e o impacto das investigações

Segundo os investigadores, a empresária utilizava sua forte presença nas redes sociais e a imagem de seus negócios legítimos para atrair novos apostadores e camuflar a origem dos recursos financeiros. O fluxo milionário de dinheiro era pulverizado entre contas de familiares e empresas de fachada para burlar os mecanismos de fiscalização e controle do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

O que diz a lei: A Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei nº 9.613/1998) prevê penas severas para quem oculta ou dissimula a natureza, origem, localização ou movimentação de bens e valores vindos de infrações penais — o que inclui a exploração de jogos de azar não autorizados.

As autoridades alertam que a repressão a esse tipo de crime tem se intensificado no estado, tendo como foco principal os influenciadores e operadores financeiros que lucram com a vulnerabilidade dos apostadores. Os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A defesa dos envolvidos ainda não se pronunciou publicamente sobre as prisões.

Deixe um comentário