Flávio Bolsonaro exonera assessor ex-dirigente da Caixa investigado por assédio


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) determinou a exoneração imediata de seu gabinete de um ex-dirigente da Caixa Econômica Federal que atuava como seu assessor. A medida foi tomada logo após o parlamentar ser formalmente procurado por veículos de imprensa para se manifestar sobre a permanência do funcionário em sua equipe.
O assessor em questão havia ocupado um cargo de alto escalão na Caixa durante a gestão de Pedro Guimarães — período marcado por graves denúncias de assédio moral e sexual dentro da instituição financeira pública. Investigações e auditorias internas apontaram o envolvimento do ex-dirigente em condutas incompatíveis com o serviço público, o que resultou no seu desligamento do banco estatal.

Posicionamento e desdobramentos

De acordo com interlocutores do gabinete, a contratação anterior do assessor baseou-se em critérios técnicos ligados à sua experiência no setor financeiro. No entanto, diante da repercussão e do teor das acusações que motivaram a demissão do profissional na Caixa, o senador optou pelo desligamento imediato para evitar maiores desgastes políticos à sua imagem e à do partido.
A assessoria do parlamentar limitou-se a informar que o senador não compactua com nenhum tipo de irregularidade ou desvio de conduta e que a vaga no gabinete já se encontra aberta para reestruturação da equipe.

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