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Guerra no Irã mantém voos suspensos entre Brasil e Oriente Médio e afeta conexões para Europa e Ásia

Guerra no Irã mantém voos suspensos entre Brasil e Oriente Médio e afeta conexões para Europa e Ásia

​A escalada do conflito militar no Oriente Médio, intensificada no último fim de semana com ataques envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, paralisou as principais rotas aéreas que ligam o Brasil à região. Nesta segunda-feira (2), especialistas do setor alertam que as interrupções nos voos da Qatar Airways e Emirates podem se estender por semanas, gerando um efeito dominó que prejudica passageiros com destino final na Europa e na Ásia.

​Até a manhã desta segunda, o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) já contabilizava 12 cancelamentos, sendo 10 operações da Qatar Airways e duas da Emirates. No Rio de Janeiro, o Aeroporto do Galeão também registrou suspensões significativas. O cenário de caos começou no sábado (28), quando aeronaves que já sobrevoavam o Oceano Atlântico precisaram abortar a viagem e retornar aos terminais de origem por razões de segurança.

Impacto nas conexões e malha aérea

Como Dubai (Emirates) e Doha (Qatar Airways) operam como os maiores hubs de conexão do mundo, a interrupção não afeta apenas quem viaja para os Emirados Árabes ou Catar. Milhares de brasileiros que utilizam essas escalas para chegar à China, Japão, Tailândia e diversos países europeus estão retidos.

​Companhias como Lufthansa, Air France e British Airways também anunciaram ajustes em suas rotas para evitar os espaços aéreos de nove países, incluindo Iraque, Jordânia, Kuwait e Líbano. Estima-se que cerca de 24% de todo o tráfego aéreo comercial que cruza a região tenha sido afetado, resultando em mais de 1.800 voos cancelados globalmente nas últimas 48 horas.

Orientações e previsões

Especialistas avaliam que, mesmo com uma eventual reabertura do espaço aéreo, a normalização completa da malha levará tempo devido ao deslocamento de tripulações e aeronaves que saíram de posição.

  • Qatar Airways: Informou que emitirá um novo comunicado até as 9h (horário de Doha) desta terça-feira (3).
  • Emirates: Mantém a suspensão total das operações em Dubai e recomenda que passageiros não se desloquem aos aeroportos sem antes confirmar o status do voo via aplicativo ou site oficial.
  • Direitos do passageiro: O Procon-SP e a Anac reforçam que, embora o conflito seja considerado “força maior”, as companhias devem oferecer assistência material (alimentação e comunicação) e opções de reacomodação em voos de outras empresas ou reembolso integral.

​O Itamaraty emitiu um alerta de emergência recomendando que brasileiros evitem viagens não essenciais para 11 países da região e orienta aqueles que já estão no Oriente Médio a monitorar os canais diplomáticos e evitar aglomerações. Além do impacto humanitário e logístico, o setor econômico já sente reflexos com a disparada do preço do petróleo, que pode encarecer as passagens aéreas em escala global nos próximos meses.

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