Deputados estaduais articulam medidas contra o vereador Guilherme Kilter após vídeo polêmico na Alep
O clima político entre a Câmara Municipal de Curitiba e a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) atingiu um ponto de ebulição nesta semana. Um grupo de deputados estaduais manifestou forte repúdio à conduta do vereador curitibano Guilherme Kilter, acusando-o de utilizar as dependências do legislativo estadual para produzir conteúdo de confronto visando engajamento em redes sociais — prática pejorativamente chamada de “lacração”.
A controvérsia teve início após a publicação de um vídeo (reel) nas redes sociais do vereador, no qual ele confronta parlamentares em seus gabinetes ou nos corredores da Casa. Para os deputados, a atitude ultrapassa a fiscalização política e entra no campo do desrespeito institucional.
Os pontos centrais da disputa
A reação dos parlamentares estaduais foca em três pilares principais:
- Abandono de Deveres: Críticos afirmam que, enquanto Curitiba enfrenta problemas estruturais urgentes, o vereador dedica tempo a “vídeos de internet” fora de sua esfera de atuação direta.
- Desrespeito Institucional: A Alep é referida como a “Casa do Povo”, e os deputados argumentam que o espaço está sendo usado para ataques pessoais que degradam a imagem do parlamento.
- A Era do “Caça-Like”: O termo foi usado para descrever uma nova geração de políticos que prioriza o impacto algorítmico e a visualização rápida em detrimento do debate técnico e legislativo.
Providências e desdobramentos
Lideranças da Assembleia já confirmaram que pretendem tomar medidas formais contra o vereador. Entre as possibilidades discutidas estão:
- Representação Ética: Envio de uma nota oficial à Comissão de Ética da Câmara Municipal de Curitiba.
- Restrição de Acesso: Discussão sobre protocolos de filmagem e conduta de autoridades municipais dentro das instalações da Alep.
- Resposta Política: Discursos em plenário para expor o que chamam de “infantilidade” na gestão pública.

































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