Justiça determina prisão de policiais civis por propina milionária e acordo ilegal com membro do PCC
Os policiais civis Alan Fernandes Dias e Murilo Muniz foram presos preventivamente em São Paulo acusados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) de receberem uma propina estimada em R$ 1 milhão para interromper investigações oficiais e proteger integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
As apurações indicam que o montante teria sido negociado com a intermediação do advogado Ademilson Alves de Brito. O objetivo do acordo era paralisar um inquérito policial em andamento que poderia expor outros membros e lideranças de destaque da facção paulista.
A decisão de restabelecer as ordens de prisão preventiva e receber a denúncia formal partiu da 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O relator do caso, desembargador Pinheiro Franco, determinou o enquadramento do grupo por corrupção e autorizou a derrubada do sigilo do processo e dos nomes dos réus envolvidos.
O advogado Ademilson Alves de Brito entregou-se na delegacia de Arujá, na Grande São Paulo, após tomar conhecimento do mandado de prisão expedido contra ele. Os advogados de defesa dos réus não haviam se manifestado publicamente até a última atualização dos relatos oficiais, mas o espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos das partes.
Esse desdobramento reflete o endurecimento das ações do Judiciário e dos órgãos de fiscalização do Estado de São Paulo contra a infiltração do crime organizado nas forças de segurança pública e nas estruturas estatais.
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