Prefeita de Ponta Grossa exonera diretor após vazamento de áudio com ofensas e planos de uso eleitoral de servidores
Elizabeth Schmidt exonera Thiago Safieddine após áudio polêmico de Faynara Merege
A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (União Brasil), oficializou nesta quarta-feira (15) a exoneração de Thiago Ghiad Lopes Matos Safieddine do cargo de diretor na estrutura municipal. Safieddine era considerado o “braço direito” da ex-secretária de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Faynara Merege (Novo), que deixou a pasta recentemente para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
A decisão da prefeita ocorre em meio a uma crise política deflagrada pelo vazamento de um áudio em que Faynara Merege tece duras críticas à sua sucessora, Tônia Mansani, e detalha planos para utilizar a estrutura pública em sua futura campanha eleitoral.
O teor do áudio vazado
Na gravação, que circulou inicialmente em blogs locais, Faynara refere-se a Tônia Mansani como “burra” e afirma que a nova secretária precisará de explicações constantes para assinar documentos. Além das ofensas pessoais, o ponto que gerou maior desgaste jurídico e político foi a orientação dada aos servidores da pasta. Faynara afirmou que a equipe continuaria sendo seus “olhos” dentro da secretaria e que, simultaneamente, atuaria em sua campanha para deputada federal.
“Vocês serão minha equipe também de campanha… eu tenho que sorrir e pedir voto, então vocês vão trabalhar, enquanto eu sorrio e peço votos”, diz um trecho da fala de Faynara aos subordinados. A prática descrita no áudio pode configurar crime de improbidade administrativa, uma vez que servidores remunerados pelo erário não podem ser desviados para finalidades eleitorais particulares.
Reações e desdobramentos
A exoneração de Thiago Safieddine é vista como uma tentativa da prefeita Elizabeth Schmidt de distanciar a gestão das polêmicas declarações de Faynara. No áudio, Safieddine é citado nominalmente pela ex-secretária como seu informante direto e coordenador de sua agenda de visitas de campanha.
Tônia Mansani, o alvo das ofensas, é servidora de carreira com histórico de atuação em gestões anteriores e possui forte trânsito político na cidade. Nos bastidores da prefeitura, o clima é de tensão, e a oposição já ventila a possibilidade de acionar o Ministério Público para investigar o suposto uso da máquina pública para fins eleitorais.
Faynara Merege, que integra o Partido Novo — legenda que prega o rigor ético e a eficiência na gestão —, enfrenta agora resistência interna. Segundo informações de bastidores, a repercussão negativa do áudio abalou sua base de apoio dentro da própria sigla em Ponta Grossa.
Até o fechamento desta matéria, os envolvidos não haviam se manifestado oficialmente sobre o conteúdo dos áudios ou sobre a exoneração publicada no Diário Oficial.




































Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.