Copa de 2026 terá custos recordes para torcedores e impacto econômico local limitado, aponta Moody’s

A próxima Copa do Mundo, que será sediada simultaneamente nos Estados Unidos, México e Canadá, promete ser um espetáculo de proporções inéditas, mas também o mais pesado para o bolso dos fãs. Um relatório recente da Moody’s Analytics destaca que a combinação de inflação global, logística complexa entre três países e a alta demanda por ingressos deve transformar o torneio de 2026 no mais caro da história para quem pretende acompanhar os jogos de perto.

O custo da experiência

Segundo os analistas da consultoria, o modelo de sedes espalhadas por um continente inteiro impõe desafios financeiros significativos. Diferente da edição no Catar, onde as distâncias eram curtas, a logística da Copa de 2026 exigirá deslocamentos aéreos constantes e caros.

  • Ingressos: A expectativa é que os preços das entradas superem os patamares de 2022, impulsionados pelo modelo de precificação dinâmica comum nos eventos esportivos americanos.
  • Hospedagem: Cidades como Nova York, Los Angeles e Toronto já possuem custos de vida elevados, que devem sofrer picos drásticos durante o período do evento.
  • Transporte: A necessidade de voos internacionais e domésticos entre os três países sede deve representar a maior fatia do orçamento dos turistas.

Expectativa vs. Realidade Econômica

Apesar do fluxo massivo de turistas, a Moody’s alerta para um fenômeno conhecido como efeito de substituição. Embora o setor de hospitalidade (hotéis e restaurantes) veja um aumento imediato na receita, o impacto econômico líquido para as cidades-sede pode ser menor do que o esperado.

  1. Deslocamento de turistas habituais: Visitantes que viajariam para essas cidades a lazer ou negócios tendem a evitar os locais durante a Copa devido aos preços inflacionados.
  2. Gastos de infraestrutura: Embora a maioria dos estádios nos EUA já esteja pronta, os custos operacionais e de segurança são monumentais.
  3. Vazamento de lucros: Grande parte do lucro gerado pelos ingressos e patrocínios retorna para a FIFA, e não necessariamente permanece na economia local.

Novidades e preparativos

Com o torneio se aproximando, a FIFA já confirmou que a final será disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, enquanto a abertura ocorrerá no emblemático Estádio Azteca, no México.
As autoridades dos três países estão agora sob pressão para melhorar a infraestrutura de transporte público e simplificar os processos de visto para torcedores de países que exigem documentação específica para entrar nos EUA ou Canadá. Para o torcedor brasileiro, o planejamento financeiro precisará começar mais cedo do que nunca, considerando a valorização do dólar e a alta volatilidade dos preços de passagens aéreas internacionais prevista para junho e julho de 2026.

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