Um homem foi detido pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) e pela Polícia Militar (PMPR) após uma série de denúncias de importunação sexual e atos obscenos no bairro Rebouças, em Curitiba. O suspeito, que não teve a identidade oficialmente revelada, foi alvo de uma operação policial após ser flagrado diversas vezes expondo-se nu e praticando atos libidinosos da janela de sua residência.
De acordo com as investigações, o indivíduo agia de forma estratégica, visando principalmente mulheres que trabalhavam em estabelecimentos próximos ou moradoras da região. Relatos apontam que o homem aguardava a presença de mulheres em janelas, lavanderias ou até mesmo no momento em que estacionavam seus veículos para iniciar a exibição. Em alguns casos, ele chegava a derrubar objetos ou fazer barulho para garantir que as vítimas olhassem em sua direção.
Detalhes da operação e histórico
A operação, consolidada nesta última terça-feira (28) e quarta-feira (29), ocorreu após a coleta de provas robustas, incluindo vídeos gravados por vítimas e testemunhas que já não suportavam a rotina de abusos. Segundo a delegada responsável pelo caso, o comportamento do suspeito não se limitava ao “ato obsceno” genérico, mas configurava importunação sexual, uma vez que os atos eram direcionados especificamente a vítimas determinadas.
- Vítimas identificadas: Até o momento, pelo menos sete mulheres foram identificadas como alvos frequentes, embora apenas cinco tenham formalizado a denúncia por medo de retaliação.
- Modus operandi: Testemunhas relataram que, ao perceber que estava sendo filmado, o homem não se intimidava; pelo contrário, intensificava os atos. O comportamento cessava imediatamente quando homens apareciam no campo de visão do suspeito.
- Material apreendido: Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na residência do investigado, aparelhos eletrônicos foram recolhidos para perícia e devem integrar o inquérito policial.
Implicações legais
O crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal, prevê pena de um a cinco anos de reclusão. Além disso, o suspeito pode responder por ato obsceno devido a outras situações em que se expôs publicamente sem um alvo específico.
A Polícia Civil reforça que denúncias desse tipo podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197 ou 181. Em casos de flagrante, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190. O caso agora segue para o Poder Judiciário, onde será decidida a manutenção da custódia do investigado.




