O impasse entre o funcionalismo público e a administração municipal de Ponta Grossa atingiu um ponto crítico nesta semana. Em assembleia realizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SindServ), a categoria aprovou por unanimidade a deflagração de uma greve geral com início marcado para a próxima segunda-feira, dia 4 de maio. A decisão ocorre após o esgotamento das tentativas de negociação direta com o Governo Municipal.
O movimento é motivado, principalmente, pela rejeição das propostas salariais apresentadas pela Prefeitura. Os servidores reivindicam um reajuste de 8% na data-base e o aumento do vale-alimentação para R$ 800,00 — uma contraproposta formulada após a negativa inicial do município ao pedido original de 15% de reajuste. De acordo com o SindServ, a administração municipal não atendeu aos pleitos financeiros da categoria, o que levou à confirmação da paralisação por tempo indeterminado.
Principais pontos do conflito:
- Pauta Econômica: Além do reajuste salarial, os servidores buscam a revisão de planos de cargos e salários e melhorias nas condições de trabalho em diversos setores.
- Posicionamento da Prefeitura: O Executivo Municipal tem manifestado que o reajuste solicitado supera os índices inflacionários e os limites orçamentários. Em notas anteriores, a prefeita classificou o movimento como tendo “viés político” e garantiu que a revisão da data-base é assegurada por lei, mas dentro das possibilidades fiscais da cidade.
- Serviços Afetados: A partir do dia 4, serviços em áreas como saúde, educação e infraestrutura podem sofrer interrupções ou operar com capacidade reduzida (respeitando o limite mínimo de serviços essenciais exigido por lei).
O presidente do SindServ reforçou que a notificação de greve já foi encaminhada ao município e que, neste momento, não há novas rodadas de conversa agendadas antes do início do movimento. “A greve está confirmada, pois as negociações foram esgotadas. Se houver intenção em negociar, terá que ser em meio à paralisação”, afirmou a liderança sindical.
A população de Ponta Grossa deve ficar atenta aos comunicados oficiais sobre o funcionamento das repartições públicas nos próximos dias, enquanto o cenário de paralisação se desenha como um dos maiores desafios políticos para a gestão atual neste primeiro semestre de 2026.




