Professor universitário cria ‘armadilha’ com código invisível para identificar 60 alunos que usaram inteligência artificial em trabalhos
Um professor universitário adotou uma estratégia criativa e direta para combater o uso indevido de inteligência artificial (IA) em trabalhos acadêmicos. Ao inserir instruções ocultas no próprio enunciado da atividade, o docente conseguiu identificar que 60 de seus 350 alunos utilizaram ferramentas como o ChatGPT de forma indevida para gerar as respostas.
A técnica utilizada consistiu em incluir um trecho de texto no meio do arquivo do trabalho com a fonte formatada na cor branca, tornando-o invisível a olho nu para os estudantes que liam o documento na tela ou impresso. No entanto, ao copiar e colar o texto completo do enunciado em geradores de texto por IA, o comando oculto era lido pela máquina. A instrução “secreta” orientava o modelo de IA a incluir termos específicos ou responder à questão de uma forma muito particular — padrão que foi replicado exatamente nos trabalhos entregues pelos alunos que tentaram burlar a avaliação.
O caso reacende o debate global nas instituições de ensino sobre a honestidade acadêmica e o papel das novas tecnologias na sala de aula. Enquanto softwares e plataformas de detecção automática de IA enfrentam constantes críticas por inconsistências e falsos positivos, estratégias analógicas ou metodológicas como a aplicada pelo docente vêm ganhando destaque por oferecerem provas diretas de cópia.
Especialistas e educadores apontam que a popularização dessas ferramentas tem forçado a comunidade acadêmica a reavaliar não apenas os métodos de fiscalização, mas também os formatos tradicionais de avaliação, priorizando discussões presenciais, análises críticas e atividades que exijam reflexão própria em detrimento de textos puramente descritivos.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




Publicar comentário